Intransigência // Israel insiste com assentamentos
Jerusalém (EFE) - O governo de Israel advertiu que não mudará a política de assentamentos em território ocupado horas antes de o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, pedir ao líder americano, Barack Obama, o fim do avanço das colônias para permitir a paz. "O futuro dos assentamentos existentes será determinado em negociações para um status final entre Israel e os palestinos. Até então, a vida nessas comunidades deverá continuar com normalidade", disse ontem Mark Regev, porta-voz do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu.
Presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, quer que processo pare Foto: Michael Reynolds/EFE
Dentro dessa "normalidade", Israel inclui o que denomina "crescimento natural", que define como a expansão das colônias existentes para fazer frente ao crescimento demográfico de suas comunidades. Regev afirmou que "Israel cumprirá o compromisso de não construir novos assentamentos e desmantelar os postos não autorizados", ou seja, os construídos a partir de março de 2001 e que a própria legislação israelense considera ilegais.Para a legislação internacional e as Nações Unidas, todas as colônias construídas nos territórios palestinos ocupados por Israel após a Guerra dos Seis Dias, em 1967, são ilegítimas. As declarações de Regev ocorrem horas depois de a secretária de Estado americana, Hilary Clinton, dizer, em entrevista coletiva, que Obama transmitiu a Netanyahu que "quer uma suspensão total dos assentamentos". Hillary foi taxativa ao especificar que não deve haver "exceções" justificadas como "crescimento natural" e indicar que a suspensão da construção não deve acontecer só em alguns assentamentos nem se limitar aos postos de avanço.
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Edição de sexta-feira, 29 de maio de 2009
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