Vim morar nesta cidade, há cerca de sete anos, quando saí de meu estado de origem. As informações que eu tinha, referente à cidade de Natal, já são do conhecimento de todos. Praias paradisíacas, sol durante mais de trezentos dias por ano, enfim, um paraíso. Realmente, encontrei tudo da forma com me haviam descrito, mas, algo chamou-me a atenção na minha primeira viagem de ônibus, e isto pode ser visto até hoje em qualquer ponto de parada dos ônibus. Quando eles se aproximam dos pontos de parada, acontece uma verdadeira corrida de demolição em direção à porta de entrada, cotoveladas, empurra-empurra, chutes. Muitas vezes senhoras com criança de colo, e pessoas de idade ficam para trás, ou são empurradas contra as laterais dos veículos. Certa vez, eu estava esperando o ônibus da linha 84 (Soledade I, via Ponte Newton Navarro) no terminal da Ribeira. Como sempre, quando o veículo parou, houve uma debandada em direção à porta. Esperei que todos chegassem e fiquei atrás da multidão que se aglomerava naquele local. Já estava chegando minha vez de entrar,quando de repente, uma mulher,correndo, me dá um "Chega-pra-lá", que por pouco não caí, e entra na minha frente. Confesso que na hora, fui tomado por acesso de fúria, e não pude me conter, eu apontava para ela e falava para todos que pudessem ouvir, que ela não tinha educação, e que parecia um bicho. Observa-se também que os lugares reservados para deficiente, gestantes e pessoas de idade, quase sempre estão ocupados por pessoas que gozam de perfeita saúde, e quase nunca cedem seus lugares para as pessoas que têm direito a eles. Os lugares que ficam na janela, mesmo sendo reservados, nunca são cedidos. Fica aqui meu protesto. Espero desta forma, acordar aqueles que dormem para esta situação. Se negarmos respeito ao próximo, estamos negando respeito a nós mesmos!
Sandro Rogério Leite da Silva, Natal - RN
Violência
Mais um crime bárbaro aconteceu em nossa cidade. Até quando vamos conviver com esta insegurança? Quantos precisam morrer mais com tantasbarbaridades acontecendo em nossa cidade para que os governantes tomem medidas mais eficazes? Maria Luíza foi mais uma vítima da bandidagem, que está solta na rua, e o cidadão preso em casa, refém da sua liberdade. Se estamos na rua ficamos à disposição da insegurança, será que vai ser preciso acontecer com um filho de um político para serem tomadas outras resoluções. Governadora, coloque a polícia nas ruas, precisamos de segurança, pagamos nossos impostos pra isso, estamos todos à deriva da insegurança, inclusive a senhora.
Balmes José de Freitas, pela Internet
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Edição de domingo, 31 de maio de 2009
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