Nos tempos da máquina de datilografia, há pouco mais de dez anos, a pesquisa na escola era bem diferente. Era um processo difícil e, às vezes, caro. O estudante tinha que comprar jornais, revistas, visitar bibliotecas e perder muito tempo procurando o assunto que queria. Essa situação é lembrada por praticamente todos os professores do ensino fundamental que veem o contraste dentro da própria casa, refletido nos próprios filhos que hoje utilizam a internet para a pesquisa como as fadas madrinhas usavam a varinha de condão para conseguir realizar desejos. Basta digitar uma "palavrinha mágica" no Google, Yahoo ou outros sites de busca, que na telinha aparecem inúmeras alternativas de pesquisa sobre o assunto. Com uma habilidade impressionante no trato com as teclas, estudantes de praticamente todas as faixas de ensino e classes sociais acham divertido fazer as pesquisas no computador. O problema, na opinião de educadores, é que muitos não têm compromisso com o conteúdo encontrado, não tem preocupação em consultar livros e estão perdendo a iniciativa de visitar bibliotecas.
Professora Guette Ferreira orienta alunos durante horário de pesquisas na internet Foto: Divulgação
Professora de informática da Casa Escola, Guette Ferreira diz que estimula seus alunos a fazerem pesquisas na internet, mas direciona para determinados sites. "Quando fazemos isso, a possibilidade de acesso a sites indesejados torna-se mínima".
A coordenadora do ensino fundamental do colégio Contemporâneo, Sandra Maciel, conta que seus alunos fazem pesquisa no laboratório de informática da escola, mas opina que é fundamental o entendimento do assunto para fazer uma seleção de acordo com as informações contidas nas apresentações de cada site. "O aluno deve saber o que vai pesquisar, avaliar a qualidade dos dados oferecidos e refazer o processo algumas vezes para ter a certeza que números e datas conferem".
Com 10 anos de idade e aluna do 6º ano do ensino fundamental, a estudante Maria Clara de Araújo diz que sempre utiliza o Google. "Digito uma palavra. Quando os sites aparecem,leio e releio as apresentações antes de abrir para não perder tempo. Então, o que me interessa eu costumo anotar, bem como pesquisar outras opiniões para checar se os sites são confiáveis", explica.
Já Roberto Roberto Benedito de Freitas Caldeira Neto, 13, que cursa o 8º ano, costuma "pescar" o máximo de informações na internet, para formar suas conclusões. "Geralmente, o primeiro que aparece é o Wilkipedia. Mesmo assim gosto de checar as informações", conta.
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Edição de domingo, 31 de maio de 2009
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