Livro-reportagem ensina a lidar com portadores de necessidades especiais
Andrielle Mendes Especial para o Diário de Natal
Se você quer ajudar uma pessoa com deficiência e não sabe como agir, ofereça ajuda, pergunte qual é a melhor maneira de auxiliá-la. Mas não se ofenda se a oferta for recusada. Nem sempre ela é necessária. Preocupada com a forma como lidamos com pessoas especiais, a jornalista Cláudia Matarazzo escreveu o livro-reportagem Vai encarar? A nação (quase) invisível de pessoas com deficiência, que teve lançamento em Natal nesta semana.
Claúdia Matarazzo ressalta em sua obra que o trato com pessoas especiais deve ser natural
De acordo com a escritora, deve-se agir com naturalidade e atenção especial à deficiência específica. "Bom senso e naturalidade são essenciais no relacionamento com as pessoas com deficiência", afirma. Segundo a jornalista, existe uma nação invisível dentro do Brasil - um mundo formado por pessoas com deficiência. O Brasil tem mais de 30 milhões de pessoas com necessidades especiais de acordo com os dados do último censo, realizado em 2000.
"Esse público realmente é diferente em alguns aspectos e, se por um lado está acostumado a uma série de dificuldades e consegue superar contratempos e situações incríveis, há apenas uma coisa que nenhuma dessas pessoas administra facilmente, e sobre que todas, sem exceção, se queixam: elas preferem os obstáculos físicos e concretos à polida barreira da indiferença usada para 'não invadir' ou 'não ofender' - e que acaba revestindo-as com uma dolorosa capa de invisibilidade", acrescenta.
Ela diz que as pessoas têm medo de se aproximar e até de olhar para pessoas com deficiência. Pensam que vão invadir ou ofender e por isso desviam o olhar. Segundo Cláudia, esta atitude faz parte da cultura do povo brasileiro. Mas também é resultado da desinformação. "É preciso olhar, encarar e conversar", observa.
Para a jornalista, as pessoas com deficiência precisam enfrentar a barreira física e a barreira de atitude. "Elas conseguem contornar as barreiras físicas, mas a barreira de atitude é praticamente intransponível", comenta. "O passo mais importante da aproximação é perguntar 'posso ajudar'?", conclui a escritora.
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Edição de domingo, 31 de maio de 2009
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