Se durante um passeio de final de semana pelas ruas de Natal, você vir alguns jovens saltando de um muro para outro ou transformando escorregadores de praças ou bancos de concreto em obstáculos para salto, não se assuste. Essa prática já é considerada esporte para alguns e tem nome: Le Parkour. Alguns traduzem "Parkour" como percurso, do francês "Parcours". Porém, o nome vem do termo "Parcours du Combattant", um treinamento militar francês, que aqui no Brasil, é conhecido como uma espécie de pista de obstáculos militar, onde o guerreiro treina a ultrapassagem dos obstáculos.
Estudante Rodrigo Souza é um dos vários adeptos da atividade esportiva em Natal Foto: Geandson Oliveira/ DN/D.A press
E dentre os pouco mais de 400 praticantes em Natal, está o estudante Rodrigo Souza, 23 anos, um dos pioneiros do esporte na capital potiguar. Entre um salto e outro, o jovem universitário conta ter conhecido o esporte pela internet e em um filme, no qual o "pai" do Le Parkour, o francês David Belle, participava. "Vi um pouco do que era o Parkour e resolvi praticar", diz.
Le Parkour é a nova moda na Cidade do Sol
A atividade deorigem francesa teve início em meados dos anos 80. David, com apenas 15 anos, foi treinado por seu pai Raymond Belle - um ex-combatente vietnamita - em um método de educação física onde são desenvolvidas várias habilidades naturais e físicas. A partir daí, Belle começou a adaptar os treinos para as ruas junto com seus amigos. Se tornou bombeiro, aprendeu kung fu, e no final dos anos 90, criou o termo "Parkour" para definir a modalidade.
Também junto de amigos, Rodrigo se tornou um traceur - nome dado aos praticantes - e por mais de dois anos percorreu a cidade em busca de desafios e novos obstáculos para aprimorar a sua técnica. "Gosto muito do esporte. Mas há uns seis meses estou parado. Faculdade e trabalho atrapalharam um pouco. Mas o pior é a imagem preconceituosa que algumas pessoas tem do que fazemos", lamenta.
Ele conta um episódio em que praticava junto com os amigos na Praça Cívica do Campus da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e foi abordado por policiais que os confudiram com bandidos. "O bom da divulgação do Parkour é que ele passará a ser encarado como deve; como um esporte", afirma.
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