Série Star Trek, filme em cartaz nas salas natalenses, mata a saudade fãs de Spock e do Capitão Kirk
Impressiona o fato de que, 43 anos depois, a série Star Trek, em cartaz nos Moviecom e Cinemark, continue gerando novas produções. E este décimo primeiro longa injeta adrenalina suficiente para mais algumas continuações. A nova aventura, dirigida com talento por JJ Abrams (Lost, Fringe e Missão impossível 3) volta para o aparecimento dos personagens da série original: a tríade Capitão Kirk (Chris Pine), Sr. Spock (Zachary Quinto) e Dr. McCoy (Karl Urban), e os oficiais Uhura, Scotty, Sulu e Checov.
Sequências de ação e novos efeitos para antigos recursos mobilizam os tripulantes da USS Entrerprise Foto: Paramount Pictures/Divulgação
Jovem brigão e sem limites para respeitar ordens, Kirk é convocado para se alistar na Academia da Tropa Estelar por um amigo de seu pai, que morreu heroicamente após um ataque romulano, povo que, assim como os Klingons, vive dando dor de cabeça aos mocinhos da Federação dos Planetas Unidos, espécie de ONU sideral.
O espaço sideral mostras tons coloridos
Ele aceita o convite, mas trapaceia no teste de aptidão, o que o deixaria de fora da primeira missão da mitológica nave espacial USS Enterprise, não fosse um novo amigo, Dr. McCoy, o colocar para dentro.Chegando lá, ele descobre que Vulcano, o planeta natal de Spok, está sob ataque de Nero, o mesmo romulano que matou seu pai anos atrás. A breve participação de Winona Ryder (como a mãe de Spok) e do próprio Leonard Nimoy (o Spok original, hoje com 78 anos) trazem dignidade ao todo.
Criada por Gene Roddenberry, Star trek tem como característica usar a ficção científica para discutir os dilemas humanos. A série estreou no cinema em 1979, em sequências que oscilaram entre o interessante e o ridículo. Ao contrário do que se temia, o filme de Abrams é muito bem resolvido e dialoga de maneira positiva com a série original. Aqui, os efeitos especiais são bonitos de ver, mas importam menos que os dilemas humanos: amizade, amor, enfrentamento da morte.
Esteticamente, o espaço sideral navegado pelos herois apresenta tons coloridos que remetem ao tempo em que cenários eram pintados à mão. E há sequências de ação e novos efeitos para velhos recursos, como o teletransporte e o Warp drive (dobra espacial).
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Edição de domingo, 31 de maio de 2009
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