Quando ocorrem os combates na vida militar, é adotada uma "ordem de batalha", ou seja, a disposição tática das tropas em relação às linhas do inimigo. Dependendo da situação, essa ordem, pode ser aberta, cerrada, profunda, estendida, inversa ou oblíqua.
Para a execução da opção adotada, os soldados se deslocam a pé, a cavalo, motorizados ou em veículos blindados. Quando a pé, esses deslocamentos obedecem a uma ordem unida - quer dizer, são realizados de modo uniforme, sob determinado comando e cadência específica.
A progressão ou marcha "a pé firme" é executada de duas formas: "em acelerado" (ao comando de "acelerado, marche!") ou "ao passo ordinário", o habitual, ao comando de "ordinário, marche!" Na verdade, seria mais correto dizer "em passo ordinário, marche!"
Tal comando ocorre nos deslocamentos das tropas a pé, sobretudo em desfiles, em demonstrações de ordem unida e em marchas. São adotados pelo Exército Brasileiro três tipos de cadência em "passo ordinário": com 80, 116 ou 120 passos por minuto - quepodem, inclusive, ser acompanhados por banda de música.
Essa, a explicação do coronel e historiador Manoel Soriano Neto, segundo o Dicionário Histórico-Militar de José Rodrigues. Em tempo: há quem pense que esse "ordinário, marche!" é ofensivo, algo como "marche, vagabundo!" Ledo engano. Trata-se, isto sim, de uma demonstração de rigorosa disciplina coletiva, tão cara aos militares. Aqui, como ali e acolá - até na rigidíssima Coréia do Norte.
Cinderela
Outro dia falei do tristemente famoso golpe chamado Boa noite, Cinderela e prometi dizer quem é essa Cinderela. Trata-se da personagem central de um dos mais populares contos de fadas do mundo, de autoria do francês Charles Perrault, intitulado A Gata Borralheira. Eis a história: filha de um comerciante que morreu quando ela era muito jovem, foi criada por uma malvada madrasta que, com suas duas filhas, muito feias, transformaram-na em sua serviçal - a borralheira da casa. Cinderela, linda moça, além de fazer todos os serviços domésticos, ainda era alvo de malvadezas. Seu refúgio era o quarto no sótão e seus amiguinhos os animais da floresta.
Um dia, o soberano do lugar decidiu realizar um baile em seu castelo para que o príncipe herdeiro do trono escolhesse sua esposa dentre as moças do reino. Como a madrasta sabia que Cinderela era a mais bonita de todas, impediu que ela fosse ao baile. Cinderela chorou muito mas, de repente, como por encanto, apareceu uma fada que lhe deu um belo vestido, uma carruagem efez com que os amiguinhos da floresta se transformassem no cocheiro e nos ajudantes de Cinderela. Só havia uma exigência: a moça tinha que voltar antes da meia-noite, ou toda a mágica seria desfeita.
Na festa, Cinderela dançou com o príncipe e logo os dois perceberam que haviam sido feitos um para o outro. Quando o relógio bateu doze vezes, Cinderela saiu correndo pela escadaria do castelo e deixou cair de um dos pés seu sapatinho de cristal. E sumiu. O príncipe, desolado, tentou localizar a jovem que pudesse calçar o sapatinho e saiu em sua procura. Muitas disseram ser a dona, mas o pé de nenhuma servia. Quando o príncipe chegou à casa de Cinderela, a madrasta trancou a moça e, pressurosa, fez com que suas horrendas filhas experimentassem o sapatinho. As duas encolheram os dedos, passaram óleo e farinha nos pés, e nada de o sapatinho servir.
Aí, um ajudante do príncipe viu que Cinderela também morava ali e a fez experimentar o sapatinho, que ficou perfeito no seu pé. Cinderela e o príncipe se casaram, viraram rei e rainha e foram felizes para todo o sempre. Essa, a delicada lenda que nada tem a ver com a brutalidade do golpe que tem infelicitado tantas jovens.
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Edição de domingo, 31 de maio de 2009
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