Cientista cria alternativa que dispensa discos rígidos
Potiguar de infância e adolescência normais, Carlos Paz graduou-se pela Universidade Harvard, com estudos custeados pelos pais. A partir daí, ganhou bolsas para continuar sua formação, até que foi convidado a lecionar na instituição aos apenas 24 anos. Foi nessa idade ainda que começou a desenvolver pesquisas visando utilidades para a humanidade, e não apenas em prol do uso militar, como vinha ocorrendo até então. "Dizem que sou o professor que mais gasta no Colorado (estado americano onde mora e atua). São cerca de 50 milhões de dólares em pesquisa por ano", destacou.
O mais recente invento de Carlos Paz é um novo tipo de memória, denominada de Cerran, com capacidade de eliminar o disco rígido, elemento hoje imprescindível aos microcomputadores. Isso será possível através da memória não-volátil, que pode ser associada aos pendrives, por não fazerem uso de uma fonte de energia. Aliás, os pendrives do futuro também serão melhores. "Os atuais chips de máquinas fotográficas e pendrives se autodestróem após 100 mil 'apagadinhas' (ciclos)", disse, explicando que isso significa que seu uso se restringe a alguns meses ou anos, dependendo do uso. Já a memória Cerran, teoricamente, vai durar mais do que o ciclo de vida do próprio usuário. Além disso, terá seu tamanho reduzido e oferecerá mais confiabilidade, mais espaço na memória, entre outras novidades.
Uma das próximas etapas das pesquisas de Carlos será trocar a placa mãe dos computadores por um chip interno de alta capacidade, mais uma vez com o uso da memória ferroelétrica. "Aquela espera pela reinicialização de seu PC, por exemplo, vai acabar", apontou. Ou seja, segundo ele, o tempo de inicialização do computador vai ser reduzido e comparado ao tempo que uma lâmpada leva para ser ligada.
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Atualizado em 07|06|2009
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