A vida da pequena empresa no Brasil não é fácil. Segundo dados do Sebrae, quase metade dos micros e pequenos empresários não aguenta o primeiro ano da batalha que é manter um negócio convivendo com a pouca oferta de crédito e pesada carga de impostos. E o investimento em inovação pode ser uma mão na roda na ajuda aos que se aventuram no empreendedorismo. Possibilita aos empresários se diferenciar, conquistar novos negócios e alcançar eficiência na hora de gastar. A entrada de um simples computador, muitas vezes comprado em grandes lojas varejistas, como fazem os usuários domésticos, permite ao empresário organizar contatos, documentos e arquivos essenciais para seu negócio. Mas 19% das mais de 5,1 milhões de pequenas empresas não têm nem um PC, segundo a pesquisa sobre Tecnologias da informação e da comunicação (TIC) das empresas, feita em 2008 pelo Centro de Estudos sobre as Tecnologias da Informação e da Comunicação (Cetic.br).
Empresários que empregam os PCs dizem que as ferramentas permitem organizar contatos, arquivar com eficiência os documentos e dar agilidade às ações desenvolvidas durante o dia a dia Foto: Fabio Cortez/DN
"Sabemos que os pequenos empresários ficam pressionados a manter o fluxo de caixa, a sobreviver e ainda há a questão da formalidade e da informalidade, mas o investimento em tecnologia aumenta a eficiência e a produtividade, colaborando para que as micros e pequenas empresas cresçam", explica Cássio Tietê, diretor de expansão de negócios da Intel. Para o executivo, duas questões devem ser enfrentadas para um salto de qualidade no setor. "É preciso conscientização das pequenas empresas para que elas entendam esse processo, o que a tecnologia da informação pode proporcionar", defende. "Na questão da produtividade, ganha-se em eficiência nas compras, por exemplo. Tem-se mais acesso aos fornecedores para aquisição de produtos e também se agiliza o processo de vendas. Sem contar na administração dos recursos, materiais e contábeis, que pode ser integrada e ficar mais fácil de ser processada", explica. A restaurateur Déborah Moura Alencar Grosso já fez a programação do que vaiprecisar e se prepara para implantar sistema em seu negócio. "Acredito que temos muito a crescer com a informatização", diz.
Crédito
O outro ponto é o acesso ao crédito. "Há algumas linhas de crédito nos bancos, a oportunidade de se comprar usando o cartão Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), mas ainda é pouco. Para que as pequenas empresas possam adotar massivamente as novas tecnologias é preciso que se criem canais específicos para isso, com incentivos e tudo mais", defende Cássio.
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Atualizado em 03|06|2009
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