O líder espiritual do Tibete, o Dalai Lama, terminou ontem visita de dois dias a Paris sem ser recebido por nenhum membro do alto escalão do governo francês. O líder espiritual recebeu a condecoração de cidadão de honra da capital francesa. Durante dois dias, dalai lama esteve em vários atos públicos. Mas o único contato com a política foi na prefeitura parisiense, onde o prefeito, Bertrand Delanoë, cumpriu a promessa de tornar o tibetano cidadão de honra.
É a terceira vez que o líder espiritual visita a França e tem a presença ignorada pelos representantes do governo francês. A justificativa seria o receio em receber protestos manifestados pela China - que nunca viu com bons olhos o papel desempenhado pelo Dalai Lama. Desta vez, o religioso deu um banho de multidões em uma conferência que pronunciou em um ginásio, e que foi acompanhada por quase 10 mil pessoas, onde não perdeu a chance de atacar o regime chinês.
"As relações com o governo chinês são difíceis. Sua atitude é complexa, quando não brutal", disse, ao término de sua conferência. O monge budista fez uma chamada à comunidade internacional para que interfira a favor do Tibete. Pediu aos presentes que viajem à região para que comprovem com seus próprios olhos o sofrimento de seu povo, e convidou Pequim a abrir as portas do Tibete se realmente não há nenhum problema, como sustenta o governo chinês. O dalai lama disse que a luta do povo tibetano continuará até que a China retifique sua política. "Quanto mais severa for a repressão, maior é a determinação dos tibetanos", disse.
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Edição de segunda-feira, 8 de junho de 2009
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