Envolvidas com as feiras de ciências, que acontecerão entre outubro e novembro deste ano, as escolas que adotaram o Laboratório Móvel têm trabalhado com seus alunos conceitos e aplicações práticas no que dizem respeito aos cuidados com a água, com a energia e com o lixo. "Este ano, estamos enfocando mais a questão da água e da energia, utilizando basicamente as contas que os pais devem pagar pelo que consumiram", adianta Maria da Luz. Ela explica que a tarefa dos alunos será, basicamente, fazer com que o valor das contas diminua. "Os estudantes aplicarão em casa os conceitos de economia que aprenderam em sala de aula, abrangendo toda a família. Assim, se a tarefa for bem executada, eles vão perceber que houve um uso mais consciente da energia e da luz, pois isso vai se refletir na própria conta".
Com relação ao lixo, a professora da escola jucuruense diz ainda que os alunos já estão aprendendo sobre coleta seletiva e reciclagem. "Durante a feira de ciência, que acontece em novembro, os alunos farão a entregaa coletores dos materiais selecionados. Mas, a ideia é que eles também passem a adotar em casa essa preocupação, tendo a consciência de que isso é importante para o meio ambiente".
De acordo com o professor Jerônimo Freire, que é também membro do Instituto Galilei Galileu, uma organização com sede em São Paulo voltada para a educação científica, uma das intenções do Laboratório Móvel é, futuramente, formar especialistas com foco nas ciências voltadas a esses três eixos. "Este projeto é uma linha de pesquisa e pode até vir a transformar-se em um curso de nível superior", disse. Segundo ele, o foco do projeto é a escola pública e ressalta que algumas de Natal demonstraram interesse por sua implementação. "Mas, há questões burocráticas, por isso a aplicação inicial em escolas privadas".
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