Turismo Edição de segunda-feira, 8 de junho de 2009
Garanta a paz na turbulência
Medidas simples em respeito às regras da aviação podem garantir tranquilidade durante o período do voo
Lorena Rocha // lorenarocha.pe@diariosassociados.com.br
O perigo está no ar. E na educação dos passageiros. Uma turbulência ocorrida recentemente com o voo da Tam, que transportava 154 passageiros de Miami com destino a São Paulo, chama a atenção para os perigos da turbulência e dos cuidados dos passageiros em casos como esse. Ao todo, 22 pessoas ficaram feridas. Uns 'voaram' pelo corredor, outros saltaram das cadeiras e alguns foram acertados pelas bagagens de mão que despencaram dos compartimentos.
Despachar malas durante o check-in é uma das medidas viáveis para evitar excesso de bagagens nos compartimentos internos onde ficam os passageiros Foto: Fotos: Helder Tavares/DP/D.A Press.
Ao verificar a possibilidade de passar por uma turbulência, o piloto tem a responsabilidade de avisar sobre o momento de instabilidade, para que todos a bordo se preparem com segurança. Também pode tentar contornar a situação, evitando o desconforto na viagem. Mas os passageiros devem ter consciência em certos pontos para não causar ameaça à própria segurança e à integridade física de outras pessoas a bordo da aeronave. Respeitar o limite de peso da bagagem é o primeiro passo.
O excesso de bolsas dentro da cabinedo avião, seja no compartimento ou embaixo da poltrona, pode significar um risco para os passageiros. Caso aconteça algum imprevisto, como uma turbulência, surge a possibilidade de as malas caírem sobre a cabeça das pessoas, assim como aconteceu no incidente da TAM, segundo relatos das vítimas.
A arquiteta Carla Kappel, 40 anos, considera o assunto importante. Ela diz que viaja bastante e, normalmente, procura não levar nada na mão. A justificativa é o excesso de bagagem e o fato de não ter que ficar andando com peso a mais. No dia em que foi entrevistada pela reportagem, seguia para o Rio de Janeiro apenas com uma sacola com porcelanas, para não quebrar os utensílios. A arquiteta é consciente do limite e respeita as regras, mas critica a falta de atenção das pessoas para o assunto. "Todos precisam ter bom senso. Também não vejo fiscalização das empresas. Ninguém pesa nada", afirmou. Carla já vivenciou experiências turbulentas e inclusive presenciou babagens caindo do compartimento. Por sorte, não se feriu, mas a sensação, segundo ela, foi horrível.
Já o advogado Érico Guedes age diferente. Carrega uma maleta e mais uma pequena mala como bagagens de mão. Típico de quem faz viagens curtas. Quando foi entrevistado, comentou que a mala devia ter uns três quilos a mais do que o permitido. Mas, ainda assim, preferia arriscar. "É mais prático, pois quando chegar ao destino, depois de desembarcar, já vou embora", contou.
Guedes também admite que não costuma pesar a bagagem. "Só se, no ato do check-in, exigirem. Já aconteceu de pesar, aí eu tive que despachar. Mas isso acontece na minoria das vezes". O advogado confessou ainda que nunca parou para pensar nos riscos. "Nunca imaginei que o compartimento das bagagens de mão pudesse se desprender e atingir algum passageiro". Apesar disso, não pretende mudar o hábito, já que, segundo ele, a probabilidade de acontecer algum acidente desses é rara.
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