Interessante como algumas pessoas gostam de complicar. Desde que se falou em copa do mundo no Brasil, o sonho em ver nossa cidade abrigar alguns jogos passou, pelo menos uma vez, na cabeça da maioria da população. O eco desse desejo chegou a alguns setores da sociedade civil, e autoridades constituídas que se mobilizaram, fizeram um exeqüível e excelente projeto, incluindo a garantia dos recursos necessários para a sua execução. O projeto foi aprovado pela FIFA. Natal foi escolhida. Pois bem, depois de aprovado, os complicadores de plantão, que, suponho não acreditavam na escolha de Natal e por isto, talvez, não deram a mínima durante os quase dois anos de tramitação do projeto, resolvem, agora, de maneira intempestiva e inoportuna, dar palpites, sem lastros técnicos, sobre a sua localização. Ora, ora. ora. A oportunidade já passou. As sugestões deveriam ter vindo antes. Devemos agora nos unir para garantirmos a sua execução tal como foi proposto e não sugerir remendos de última hora. Afinal, não fica bem, submetermos um projeto dessa envergadura, e logo após obtermos a sua aprovação, derrubando candidatas de porte como Belém e Florianópolis, querermos mudá-lo. Paciência. Tudo tem sua hora. Temo que de repente, graças a um desses episódios gratuitos, surja alguém sugerindo a mudança para uma das cidades preteridas para preservar o Machadão. Está na hora de por um ponto final nesta celeuma que, aliás, nunca deveria ter existido. Não compliquem, por favor. Amauri Sampaio Marinho Júnior, por e-mail
Terceiro mandato
Político é uma turma engraçada. Não faltam deputados dispostos a propor e assinar um projeto que mudaria as regras e daria a chance de mais um mandato para Lula. Está errado, claro. Qualquer mudança pode ser debatida, contanto que só tenha validade para o próximo presidente. Só que os partidos que hoje são oposicionistas não têm moral nenhuma para falar sobre o assunto, porque na época de FHC mudaram a lei em benefício dele, permitindo a reeleição. É exatamente a mesma coisa. Enquanto nosso Congresso priorizar esse tipo de assunto, que não beneficia em nada a população e sim os próprios políticos, não iremos a lugar algum. Bernadete Silveira Natal, Rio Grande do Norte.
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Edição de quarta-feira, 10 de junho de 2009
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