Além das informações passadas pelos níveis hormonais dos saguis, também são observados os seus padrões comportamentais. E um comportamento característico deles é a chamada marcação de território, quando eles passam, com seus órgãos genitais, substratos ao seu redor para delimitar a sua "área de comando". "Se um outro sagui desrespeita a hierarquia de dominância neste território, pode ser observado o estresse no indivíduo que marcou a área", conta a pesquisadora. "Em todo grupo há os animais dominantes e os dominados, o que pode ser observado também em casais. Isso é muito importante para a biologia da espécie, porque só quem reproduz são os casais dominantes. A fêmea dominada é inibida reprodutivamente, deixa de ovular", afirma a professora.
Os saguis foram considerados pela revista Nature, uma das principais publicações científicas do mundo, como "supermodelos biológicos" por suas características facilitarem bastante as pesquisas pelo paralelo que pode ser feito com os humanos.
"Ele é um excelente modelo para o estudo do estresse porque são encontrados o mesmo padrão de comportamento na população humana. De acordo com o grau de reação do indivíduo a determinado estímulo, ele pode, por exemplo, ser relocado de setor tanto na fábrica observada quanto no Exército", finaliza. A pesquisa com esses animais é feita na UFRN desde 1989.
Natal vai sediar, no final de julho (29 a 31) um evento que reúne alguns dos expoentes da pesquisa com saguis nas Américas para trocar experiências sobre a fisiologia e o comportamento desses animais. O local do encontro será na UFRN. Mais informações podem ser obtidas através do site www.cb.ufrn.br/fisiologia/marga.
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Edição de domingo, 21 de junho de 2009
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