Para as construtoras, industrializar o processo de produção pode ser a saída para gastar menos tempo e dinheiro na construção de habitações populares, uma investida que pode contribuir para baixar os preços dos imóveis também para o consumidor. Para se ter uma ideia, estudos feitos pela Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP) mostram que a pré-fabricação ou a fabricação de casas in loco permitiriam erguer uma casa de 42 metros quadrados - para citar um exemplo - num prazo de sete dias. Só as paredes ficariam prontas em 22 horas.
O segredo da rapidez está no uso de blocos de concreto ou na fabricação de paredes em série, como se fossem peças de lego, o famoso brinquedo de encaixe. "Mas é preciso ter escala de produção para que o custo seja reduzido. Para conseguir essa economia, seria preciso construir a partir de 300 casas, por exemplo", diz Eduardo Barbosa de Moraes, da ABCP. "Além disso, se teria uma qualidade excepcional. A economia em dinheiro dependeria da escala", acrescenta. Em relação à compra de usados, ele acrescenta que, para os consumidores, os materiais de demolição podem ser uma opção de comprar mais barato. Mas é preciso, entretanto, atentar para a qualidade do material. "Não dá para se comprar qualquer coisa".
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Edição de domingo, 21 de junho de 2009
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