Segundo entidade que representa a categoria, com orientação gasta-se menos material
Gastar menos na hora de construir ou reformar não passa, entretanto, apenas pela busca por descontos. Buscar a orientação de especialistas e ter um projeto em mãos, para nortear a obra, são passos primordiais para qualquer consumidor, garante o presidente do Instituto de Arquitetos do Brasil no Rio Grande do Norte (IAB/RN), Lúcio Dantas. O valor dos projetos de arquitetura para uma residência, por exemplo, representa algo em torno de 3% do valor da obra. Se a obra custa R$ 100 mil, pagam-se R$ 3 mil pelo projeto. Se custa R$ 50 mil, pagam-se R$ 1,5 mil, por exemplo. "Se o consumidor não tiver um projeto, não vai poder racionalizar a obra, vai gastar mais cimento, mais tijolo e outros materiais também além do que deveria. Vai executar essa obra sem atender as questões de salubridade e segurança. Vai começar correndo vários riscos", alerta.
Lúcio Dantas diz que com R$ 1,5 mil é possível ter consultoria para uma obra de R$ 50 mil Foto: Ana Amaral/DN/D.A Press
Um projeto de lei sancionado em dezembro do ano passado promete, segundo ele, abrir as portas da arquitetura para consumidor. O projeto dá a opção de assistência técnica a pessoas que ganham de um a três salários mínimos e entra em vigor no dia 24 deste mês. Há previsão ainda de que um percentual correspondente ao pagamento dos profissionais seja incluído nas prestações de financiamentos para reforma ou construção, aprovados pela Caixa. O serviço será, no entanto, opcional, segundo Dantas.
Ele diz que o consumidor que não quiser financiar a construção poderá também fazer um empréstimo só para pagar a assistência - o valor ainda não foi divulgado. E quem estiver dentro de algum programa oficial de habitação, voltado para a baixa renda, poderá contar com esse serviço de graça. "Essa assistência vai permitir que ele economize com material de construção e que garanta o retorno esperado com a obra", continua Dantas. Outra iniciativa que promete tornar o serviço mais acessível é a criação de uma cooperativa de arquitetos, que deverá começar a operar até o início de julho no estado. Até agora, 52 profissionais estão cadastrados. "O valor do serviço poderá ser reduzido porque os custoscom a cooperativa são mais baixos do se fosse contratar um escritório autônomo", explica o presidente da IAB.
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Edição de domingo, 21 de junho de 2009
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