Maior abrangência dos meios virtuais pode ajudar micro e pequenas empresas a crescerem
Brasília - A internet revolucionou a comunicação e isso inclui a forma de fazer comércio e propaganda. A inserção das micro e pequenas empresas nesse mundo é fundamental para o seu crescimento. A avaliação é do gerente de suporte para pequenas e médias empresas do Google, Luciano Santos.
Ele deu uma noção da importância da internet: hoje, 1,4 bilhão de pessoas estão online no mundo, a América Latina tem 141 milhões de internautas e a estimativa é de que 64 milhões estejam no Brasil, onde a banda larga também cresce em âmbito doméstico. Esse ambiente é reforçado com o surgimento das chamadas comunidades, ampliando o potencial desse meio de comunicação. "Hoje, a internet não é só venda, compra ou possibilidade de fazer propaganda, é, também, a possibilidade de fazer perguntas e dar opiniões para tomar decisões" exemplificou.
Luciano também lembrou: o comércio eletrônico já é uma realidade no país, tanto que o e-commerce é um negócio bilionário, estimado, este ano, em R$ 9,2 bilhões. Os anunciantes, por sua vez,já estão percebendo esse potencial. Em 2008, o investimento em publicidade on line foi de R$ 759 milhões, informou o executivo.
Por outro lado, ele lembrou que a realidade da propaganda nos meios tradicionais como rádios, jornais, revistas e televisão também mudou, especialmente com o aumento da quantidade de veículos. Isso, segundo Luciano, dificulta maior alcance do público-alvo, principalmente para os pequenos negócios, com poucos recursos para investir nessa pulverização e tendo que optar por um ou outro veículo. Na avaliação dele, é impossível para uma empresa "tentar atingir um grande público utilizando os meios tradicionais se não for uma multinacional". A alternativa, acredita, está na internet, acessada diariamente por milhões de pessoas e permitindo, aos internautas, encontrar o que procuram de maneira mais rápida.
Entre as vantagens da internet, Luciano relaciona segmentação, "permitindo a escolha do público que acessará à propaganda ou o produto oferecido; flexibilidade, não havendo necessidade, por exemplo, de esperar a impressão ou publicação de determinado material publicitário; e a possibilidade de mensurar a efetividade da iniciativa. Luciano admite, porém, que muitas pequenas e até médias empresas enferntam o problema da exclusão digital.
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Edição de domingo, 21 de junho de 2009
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