Acrise da saúde pública em Natal ultrapassou todos os limites do aceitável. Dia após dia, os protestos contra a situação de caos absoluto se multiplicam pela cidade, envolvendo população, servidores e entidades médicas. As queixas envolvem todos os aspectos essenciais do serviço: falta de medicamentos, materiais, profissionais, estrutura física. Tudo com o conhecimento do poder público.
O descaso acumulado durante anos resulta numa situação surreal e trágica, com cerca de dez unidades simplesmente fechadas, incluindo postos de saúde, centros odontológicos, prontos-socorros e até hospitais. Esta semana, a triste lista teve o acréscimo do João Machado, especializado em tratamento psiquiátrico, que sofreu interdição pelo Conselho Regional de Medicina por absoluta falta de condições para funcionar.
É certo que o problema é sistêmico e está longe de ser exclusivo do Rio Grande do Norte, o que não alivia o sentimento de indignação. A crise no sistema de saúde de Natal, na verdade, reflete também a precariedade encontrada no interior. Lá, sem atendimento adequado, a população fica obrigada a se deslocar para a capital, ampliando a sobrecarga do sistema.
Para piorar, anuncia-se para esta segunda-feira uma greve dos funcionários terceirizados dos hospitais, um contingente considerável de 2.500 servidores, num total de 17.500. São profissionais de limpeza, maqueiros e cozinheiros, cuja ausência em nada vai colaborar para minimizar o sofrimento dos usuários. Urge uma solução por parte das autoridades. Em pleno século XXI, e a cinco anos da Copa do Mundo em Natal, nada pode justificar tamanha deficiência num serviço que pode fazer a diferença entre vida e morte.
Charge
Clique na imagem para
vê-la maior
Edição de domingo, 21 de junho de 2009
Edições anteriores
Selecione a data do
Diário que você
deseja visualizar
Copyright
- Diariodenatal.com.br | todos os direitos reservados. É proibida
a reprodução parcial ou total do conteúdo
desta página sem a prévia autorização |
redacao.rn@diariosassociados.com.br