O dinheiro recebido no período de férias (pagamento acrescido de um terço do salário) é recebido por milhares de trabalhadores como uma espécie de 13º salário, mas não é. O alerta é do professor de Gestão Financeira e presidente do Conselho Regional de Economia, Janduir Oliveira da Nóbrega. Na opinião do professor, essa "falsa sensação" de ter recebido um salário a mais no orçamento se deve ao fato de o empregado não ir ao local de trabalho e mesmo assim receber o salário.
Janduir alerta que funcionário deve lembrar das dívidas e das contas Foto: Frankie Marcone/DN /D.A Press
Essa sensação acarreta diversos problemas, segundo o professor. "É comum os trabalhadores que tiram férias gastarem todo o dinheiro logo nos primeiros dias e voltar ao trabalho sem nada no bolso contando os dias que chegue a data do próximo salário", lembra. Para prevenir essa situação e para não ficar sem dinheiro para pagar as contas - que não vão deiar de chegar porque você está de férias -, o professor sugere que o empregado faça um planejamento anual. "Disciplina é a palavra chave. É importante guardar uma quantia mensal para uma necessidade ou mesmo poder gastar um pouco mais com a família quando chegar o esperado período de férias sem se apertar", opina.
O professor também é contra a venda de parte das férias. "Esse é um período só do trabalhador. Um momento só dele e é assim que deve ser visto", declara. Janduir explica que curtir apenas uma parte das férias não é vantagem para o corpo nem para a mente. "Dependendo da atividade desenvolvida pelo funcionário, quando o corpo do trabalhador começar a entender que está de férias já está no momento de voltar ao trabalho. E isso não é bom porque acarreta estresse e ao longo dos anos uma série de problemas de saúde. É uma forma de o corpo responder lá na frente o que foi feito com ele anteriormente", lembra.
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Atualizado em 20|06|2009
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