Aconstrutora Paiva Gomes vai retomar as vendas do Residencial Luiz de Barros, apostando no financiamento bancário e não mais no autofinanciamento, para zerar o estoque de unidades disponíveis. Ao todo, 30 apartamentos que serão construídos no empreendimento, localizado próximo à avenida Deodoro da Fonseca, em Natal, estarão de volta às prateleiras do mercado a partir da próxima semana.
Maquete virtual do empreendimento, que tem vista para o mar e para o Rio Potengi: dos 167 apartamentos do condomínio, 30 ainda não foram comercializados
Além dessa retomada, a empresa planeja o lançamento de três novos projetos em até 90 dias e investir algo em torno de R$ 200 milhões no Rio Grande do Norte, num horizonte de cinco anos. No caso do Luiz de Barros, o financiamento e os juros bancários, mais atrativos, devem funcionar como facilitadores na forma e nos prazos de pagamento, na visão do diretor da construtora, Ricardo Paiva. Segundo ele, as vendas haviam sido comprometidas pelas notícias de crise, cujas consequências atingiram não só o Luiz de Barros, mas também outros empreendimentos em produção.
A dificuldadede retorno com o sistema de pagamento autofinanciado, aquele em que a própria construtora financia, foi outro fator a conspirar em favor da retração. "Era difícil vender com alto percentual de pagamento até a entrega das chaves, reflexo do surgimento em larga escala do financiamento bancário, em condições vantajosas", continua o executivo.
As vendas do empreendimento foram iniciadas em março de 2007 e paralisadas exatamente um ano depois. A retomada, agora, será possível graças à adaptação do residencial às novas exigências de recebimento facilitado e ao processo de retomada da economia, em grande parte patrocinada pelas ações governamentais - entre elas o "Minha Casa, Minha Vida", programa que prevê a construção de 1 milhão de moradias no país -, e ações da prefeitura de Natal, como dar celeridade à liberação de licenças e flexibilizar o uso das áreas.
Projeto
O residencial Luiz de Barros terá 167 apartamentos, dos quais 30 ainda estão disponíveis para venda. As unidades contam com 60,5 metros quadrados de área privativa e custam a partir de R$ 140 mil. A expectativa é que a primeira torre seja entregue aos moradores no primeiro semestre de 2010 e que a segunda saia em 2012.
Entre os diferenciais do projeto estão a localização e a vista para o mar e para o pôr do sol do Potengi. Outro destaque no empreendimento é o fato de todos os apartamentos serem contemplados com depósito individual e entregues com armários na cozinha e nos banheiros. O investimento no projeto é de aproximadamente R$ 20 milhões.
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Edição de domingo, 21 de junho de 2009
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