Quando se pensa em 'semanas de moda', uma dúvida recorrente é como aquela roupa apresentada na passarela vai chegar, de fato, ao consumidor final. Outra questão também comum recai em como as grifes definem as tendências para cada estação do ano. Este mês, por exemplo, o Brasil inteiro vivenciou e continua vivenciando - especialmente através da imprensa, sites especializados, blogs e afins - uma amostra do que estará em evidência nas vitrines do país entre setembro deste ano e março de 2010 através das coleções Primavera/Verão de grifes famosas que normalmente se apresentam em eventos como Fashion Rio e São Paulo Fashion Week.
Divulgação/Anna Marcolina
No mundo da moda, é importante lembrar que existe uma cadeia de informação que começa com as semanas internacionais. Juntas, essas exibições públicas terminam por influenciar muitas outras marcas menores, inclusive magazines e lojas de departamentos de diversos países. É o que explica a estilista, empresária e consultora de moda Luciana Mamede. Fashionista de plantão, tornou-se um hábito para ela participar das semanas que acontecem no Sudeste brasileiro e em cidades européias como Paris, Londres e Milão.
"O circuito também inclui cidades como Nova Iorque e Tóquio, o que chamamos de Circuito Elizabeth Arden. Estou sempre pesquisando moda, especialmente nos quesitos modelagem, cores e estampas, embora meus temas sejam muito particulares", comenta a natalense que reside e trabalha em Currais Novos, onde mantém a loja multimarcas A Villa, que contempla, sobretudo, sua própria grife, Anna Marcolina.
Para a lojista Tereza Tinôco, dona da loja multimarcas homônima que representa 30 marcas famosas, antigamente, de uma coleção para outra, as vitrines passavam por uma grande mudança. "Hoje, apenas são retirados alguns itens, acrescentados outros", observa. Ela diz que sua loja segue as tendências das passarelas e já visualiza a evidência das cores cítricas e minerais, bem como preto e branco, roupas curtas e vestidos tipo 'camisa' pelas ruasda cidade assim que a estação do inverno terminar. "As pessoas em Natal são muito bem informadas sobre moda. Não vejo diferença em relação a cidades como São Paulo e Rio de Janeiro. Poucas cidades se vestem tão bem como Natal", opinou a lojista.
Na opinião da gerente da loja multimarcas Tia Preta - voltada para o público infanto-juvenil - Giuliane Oliveira, a moda também está bastante presente no universo de crianças e adolescentes. "A loja segue as tendências da moda com suas respectivas coleções. Tem menino de três anos que já tem uma opinião sobre o que quer usar. E isso vai se fortalecendo no decorrer dos anos", destacou.
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Edição de domingo, 21 de junho de 2009
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