Miguel Bretas representa o sucesso e os desafios do transplante. Ele, que há quatro anos passou pelo tratamento, conta ter exagerado na dose ao perceber que o nível de glicose no sangue estava como o de uma pessoa normal. "Passei dos limites na alimentação. Voltei a ter boca seca, sede e emagrecer", diz.
Bretas teve que reaplicar o hormônio por mais dois meses. Em vez de reiniciar o tratamento ou realizar um novo transplante, o médico Carlos Eduardo receitou ao jovem o sitagliptina, medicamento aprovado para o tratamento do diabetes tipo 2. "Nunca tinham testado o remédio em um diabético do tipo 1. E foi uma grande descoberta, pois ele estimula as células betas a produzirem a insulina", afirma o especialista.
A experiência deu certo para Miguel, que agora toma apenas um comprimido por dia. "Mas as aplicações acabaram. Hoje tenho qualidade de vida", diz. De acordo com Carlos, a negligência de Miguel deve servir de exemplo para quem se submeta ao tratamento. "Os pacientes param com a insulina e esquecem quea medição da glicose tem que continuar. Como o índice fica em 100mg/dl, sabem que o pâncreas está produzindo o hormônio e relaxam. A alimentação, mesmo não tão restrita, é moderada", alerta.
O estudo recruta voluntários e testa formas menos agressivas para corrigir falhas no sistema imunológico. Os interessados devem ter entre 12 e 35 anos e até três meses de diagnóstico de diabetes tipo 1. O contato deve ser feito pelo endereço: ce.couri@yahoo.com.br.
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Edição de domingo, 21 de junho de 2009
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