A indústria automobilística superou a crise. Essa é a avaliação da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) que promoveu, na manhã de ontem, uma entrevista coletiva para anunciar o balanço dos emplacamentos de veículos no primeiro semestre de 2009 e as perspectivas para o setor automotivo até o final do ano. Segundo levantamento da entidade, apenas no mês de junho foram vendidas, no Brasil, 289.792 unidades de automóveis e comerciais leves (utilitários), recorde absoluto de vendas no setor. No primeiro semestre de 2009 foram vendidas 1,393 milhão de unidades neste segmento, um aumento de 4,13% em relação ao mesmo período do ano passado. O resultado reverteu as expectativas feitas no início do ano que indicativam a continuidade da crise no setor. No Rio Grande do Norte, o crescimento foi de 3,97%. Entre janeiro e junho, o Detran emplacou 28.823 novos veículos no estado.
Imagem: Pablo de Sousa/Divulgação
Resultado positivo reverteu expectativas Na análise do presidente nacional da Fenabrave, Sérgio Reze, o governo federal acertou ao resolver investir no setor de maior visibilidade da economia. "O governo conseguir criar as condições para que o setor automotivo enfrentasse a crise. Os investimentos e renúncias fiscais do governo, além da queda das taxas de juros, conseguiram formar esse alicerce".
De acordo com Sérgio Reze, a média de vendas mostra uma tendência de crescimento sustentável. A previsão nacional é que o segmento de automóveis tenha crescimento acumulado de 3,3%. Ele explicou que os segmentos de caminhões, ônibus e motocicletas foram atingidos pela crise econômica em razão da queda do volume de fretes para caminhões e das restrições de crédito para as motos, mas que as vendas de junho indicam retomada do crescimento.
O diretor da Fenabrave no estado, Tomás Guimarães Filho, comemorou o crescimento de 4%. "O primeiro semestre do ano passado havia sido um dos melhores já registrados para o setor no estado. Agora, conseguimos superar as vendas do ano passado. A redução do IPI teve um peso importante, aliado à redução dos juros e taxas de financiamento". Em 2008, o setor automotivo no estado tinha crescido 6,7% em relação a 2007.
Entretanto, nos meses de outubro e dezembro de 2008, registrou queda de 60% nas vendas. A expectativa de que o IPI não fosse prorrogado provocou uma corrida às concessionárias de automóveis. Em junho, foram vendidas 2.890 unidades contra 2.585 em maio. No segmento de motos, a retomada do crédito levou à recuperação do setor, que até maio registrava queda de 10,97%, mas encerrou o semestre com saldo de 5,22% nas vendas, num total de 13.522 unidades vendidas.
Acelerando
Números da Fenabrave mostram que o RN tem resultados semelhantes aos nacionais, com exceção das motos, que no Brasil sofreram redução
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Edição de sexta-feira, 3 de julho de 2009
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