Colunas Edição de sexta-feira, 24 de julho de 2009
Editorial
Ingredientes corretos
OBrasil não é apenas, para usar a premonição de Stefan Zweig, "um país do futuro". O país tem presente muito claro, ele, na opinião do especialista Leonardo Martínez-Díaz, do Instituto Brookings, dos Estados Unidos, é sério candidato a se tornar uma das poucas superpotências assim que acabe a atual crise por que passa a economia do mundo.
Não se trata de massagear o ego dos brasileiros com a extrema opinião desse especialista em prognósticos econômicos e sociais. Mas, está dito de modo enfático que, em breve, o Brasil ganhará o status de potência de primeira classe, ou seja, de superpotência.Não será por mero passe de mágica, já se vê.
Leonardo Martínez-Días trabalhou duro na edição de um livro recentemente lançado nos Estados Unidos, sob o título equivalente em português, "O Brasil como Superpotência?". Reza matéria da Folha de São Paulo", procedente de New York, que o nosso país "está posicionado de modo a colher os benefícios da retomada do crescimento mundial que deverá começar pela Ásia".Martínez-Díazassinala que o Brasil já é, hoje, uma das dez maiores economias do mundo. "Ele tem os ingredientes certos para isso, mas terá de manter as políticas adotadas, especialmente no nível macroeconômico". Acentuou: "considerando que as políticas continuem, estou confiante em que o Brasil será um dos motores da recuperação".
Haverá duas maneiras, pelo menos, para avaliar a prosa do especialista. Uma, tradicional, e outra, mais acurada. A avaliação por assim dizer tradicional leva em consideração apenas os números, a estatística, e, neste caso, o Brasil ocupa agora o nono ou o décimo lugar entre as maiores economias do planeta.
"Há, aí, grande caminho a percorrer", assinala o observador, até chegar entre os quatro grandes, ou seja, entre os quatro maiores". Informa também Martínez-Díaz a respeito deste ponto:"O Goldman Sachs estima que o Brasil precisaria crescer a 4% por ano até a metade do século, a fim de atingir o tamanho de uma superpotência".Passou-se então à segunda maneira de avaliar o próximo papel do Brasilna economia do mundo.
Diz o analista que a segunda forma de olhar o desempenho próximo e futuro do país "é olhar se ele exercerá influência para afetar as regras da economia mundial". Continuou:"Desse ponto de vista, pode dizer-se que o Brasil é, agora, um país em ascensão, muito próximo de uma superpotência, já que ocupa um papel muito importante no mercado das commodities, tem papel expressivo na Organização Mundial do Comércio (OMC), no G20, tem papel na expansão do Fundo Monetário Internacional (FMI) e também nos combates as mudanças climáticas".
Ivan Cabral/DN/D. A. Press.
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