Como formar um time vencedor? Essa é a pergunta que a maioria dos dirigentes de clube faz antes de começar a formar uma equipe para disputa de grandes competições. É Campeonato Estadual, Copa do Brasil, Campeonato Brasileiro e uma aflição só para conseguir sair na frente, sem desequilibrar as finanças do clube. No futebol potiguar, a preocupação não é diferente, principalmente para ABC e América, que lutam por um lugar entre os grandes do futebol nacional na Série B do Campeonato Brasileiro.
Judas Tadeu, presidente do ABC, é bastante criterioso na hora de contratar Foto: Frankie Marcone/DN/D.A Press
Com 14 jogadores contratados para a competição e vários mantidos após o término do Estadual, o alvinegro tem uma folha salarial em torno de R$ 300 mil; e após 12 jogos pela Segundona, o time ainda não conseguiu realizar grandes partidas e encaixar uma sequência de bons resultados. Para o presidente Judas Tadeu, que desde 1998 comanda o futebol alvinegro, a má campanha do time é reflexo de um planejamento falho. "O projeto feito no início do ano não deu certo e atrapalhou nosso planejamento", explicou o presidente sem revelar o que não havia saído como previsto.
Responsável pelas contratações, Judas destaca a concorrência com o futebol da região Sul e Sudeste do país e a limitação do orçamento como principais dificuldades para revelar jogadores, mas revela a fórmula adotada para montar os elencos que, em muitas oportunidades, encheram a Frasqueira de alegria. "Muitas vezes recebemos indicações do treinador, vemos onde o atleta foi formado, os clubes pelos quais passou e tudo o que ele fez durante a sua carreira, para daí, contatá-lo", explica o dirigente afirmando que não pretende mudar a forma de contratar. "Não vou mudar meus critérios, pois vem dando certo", avalia.
Com uma folha salarial equivalente, o América tem se saído um pouco melhor que o rival em suas aquisições, montou praticamente uma nova equipe para a Segundona e segue mais próximo da parte de cima na tabela de classificação. Após três anos de sucessivos erros, sem participações de destaque no Estadual, alémdo rebaixamento em 2007 para a Série B, o clube parece ter aprendido a lição e tem investido no planejamento para alçar voos tranquilos.
No alvirrubro, o empresário Gilberto de Nadai era o superintendente de futebol e responsável por coordenar as contratações. Recentemente, ele abandonou o cargo devido a divergências no planejamento e a dispensa de alguns jogadores. No entanto, durante o tempo em que passou no comando, conseguiu bons resultados e montou uma equipe competitiva. De acordo com ele, a observação in loco e uma pesquisa prévia sobre os atletas são os diferenciais para se minimizar erros no momento das contratações. "Procuramos jogadores de alto nível. Trabalhamos para encontrá-los antes de serem descobertos pelos grandes do Sul", revela.
Números
ABC
30 atletas compõe o grupo desta Série B 18 jogadores foram mantidos do Estadual 17 chegaram para a Segundona 11 jogadores já foram dispensados
América
28 atletas compõe o grupo desta Série B 7 jogadores foram mantidos do Estadual 26 chegaram para a Segundona 7 já foram dispensados
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Edição de domingo, 26 de julho de 2009
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