Supervisor do posto que policial tentava assaltar quando foi baleado diz que não havia vigilante armado no local
Paulo de Sousa // jpaulosousa.rn@diariosassociados.com.br
Tornou-se um mistério para a polícia o assassinato, a tiros, do soldado PM Jouber Teixeira Lopes, enquanto ele cometia um assalto a um posto de gasolina no bairro de Lagoa Nova, na noite da quarta-feira. Isso porque, segundo o titular da 5ª delegacia de Polícia, delegado Marcos Dayan, que investiga o caso, não havia qualquer vigilante no posto no momento do crime, muito menos armado, ao contrário das informações que surgiram no dia do crime. Ele ressalta ainda sobre o estado da placa da moto encontrada com o policial, que indicaria que o veículo era frequentemente usado em assaltos.
Moto usada pelo policial em tentativa de assalto ainda não teve dono identificado Foto: Carlos Santos/DN/D.A Press
A princípio, a informação que a polícia tinha era a de que o PM teria sido baleado por um vigilante que estaria trabalhando no posto. Contudo, Marcos Dayan explica que teve uma conversa preliminar com o supervisor do estabelecimento, e esse lhe disse que no momento em que houve o assalto, não havia um segurança de serviço no local. "Ele ainda contou que, mesmo que o vigilante estivesse, ele não usa arma". O delegado revela ainda que foi levantada a hipótese de ter sido algum segurança de uma igreja evangélica situada em frente ao estabelecimento. "Mas isso já foi descartado". Ele espera que após os depoimentos dos funcionários do posto, que começaram ontem, haja algum esclarecimento.
O titular da 5ª DP diz que não há informações concretas sobre outros assaltos praticados pelo PM. "Temos algumas informações por alto, mas nenhuma vítima chegou até nós dizendo ter sido assaltada pelo policial". Contudo, ele ressalta que a moto Honda Fan azul encontrada com Jouber Lopes tem características de ser usada para roubos. Isso porque a placa traseira foi quebrada e é segura apenas por arames e pode ser facilmente levantada, além de a numeração estar apagada. "Também não entendo como um veículo assim circulava assim pelas ruas e não era parada pela fiscalização de trânsito. De dia já fica difícil e à noite é impossível visualizar a placa".
O delegado ainda espera identificar a quem pertence a moto, já que não estava registrada no nome do policial. Marcos Dayan deseja ainda confirmar se havia mesmo uma segunda pessoa com o soldado no assalto. "Não acredito que ele tenha feito isso sozinho". Ele diz que também precisa confirmar se Jouber Lopes tinha registro do revólver 38 usado no crime, bem como o vício que a vítima tinha no crack.
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Edição de sábado, 5 de setembro de 2009
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