Na opinião do pesquisador Marcos Nascimento, uma das críticas mais comuns dos visitantes é a falta de um mapa turístico. Por isso, no futuro, o inventário vai permitir ao estado, além de um Geoparque no Seridó, a promoção do bem-estar da população, mantendo o máximo de respeito ao meio ambiente. "Não se trata de uma unidade de conservação. É um outro modo de entender a conservação da natureza, que permite alterações que não mexam com a integridade dos monumentos, mas possibilite um uso socioeconômico". Ele cita o Lajedo de Serra Caiada (região Agreste), que atrai turismos de aventura, religioso e didático-científico, no caso de pesquisas como a desenvolvida pelo Departamento de Geologia da UFRN. "Nós temos as rochas mais antigas da América do Sul. É um dos fragmentos de rochas mais antigos, com idade estimada em 3,4 bilhões de anos", destaca, elencando como algo mais recente as falésias e dunas, cuja sociedade limita-se apenas a contemplar a paisagem. "Mas, o que significa aquilo? Que tipo de material dá origem a elas?", questiona, ressaltando ainda que é justamente a falta desse conhecimento um dos motivos que levam às construções indevidas, como casas e pousadas. "A gente só conserva algo se conhecer. Percebemos que falta às pessoas conhecimento sobre o patrimônio geológico, especialmente os geosítios, que têm interesse didático, científico, histórico, cultural e turístico", acrescenta, observando que a pessoa leiga não tem esse entendimento do meio físico, base fundamental para a conservação.
As pesquisas de Nascimento tiveram início em 2003 pela necessidade de transmitir à sociedade mais detalhes sobre geologia numa linguagem acessível. E logo percebeu que havia, no Brasil inteiro, inúmeras carências de publicações e estudos nesse sentido. Foi preciso adquirir livros estrangeiros e iniciar estudos. O amadurecimento permitiu que fosse lançada a primeira publicação sobre o assunto no país: Geodiversidade, geoconservação e geoturismo - trinômio importante para a proteção do patrimômio geológico. Editado pela Sociedade Brasileira de Geologia, em 2008, o livro contou com a participação, além de Marcos, de outros dois pesquisadores - Úrsula Ruchkys (MG) e Virgínio Motesso-Neto (SP).
Serviço
Para adquirir o livro Geodiversidade, geoconservação e geoturismo - trinômio importante para a proteção do patrimômio geológico ou obter outras informações, basta entrar em contato pelo telefone (11) 3812-6166 ou enviar e-mail para sbgeol@ndata.com.br.
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Atualizado em 30|08|2009
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