Natal foi a capital brasileira com o maior recuo no preço da cesta básica em agosto, registrando uma queda de 3,22%, de acordo com pesquisa do Departamento Intersindical de Estatística e Assuntos Econômicos (Dieese). Segundo a instituição, o salário mínimo ideal - para suprir as despesas de um trabalhador e sua família com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e transporte - foi calculado em R$ 2.005,07, mais de quatro vezes maior do que o salário mínimo em vigor (R$ 465).
Mesmo apresentando a maior diminuição de preços em agosto, quando comparada aos preços registrados há um ano, Natal fica em terceiro lugar no aumento acumulado em 12 meses, apresentando uma elevação de 2,74%, atrás apenas de Vitória (aumento acumulado de 7,26%) e Recife (mostrando uma elevação de 5,8% em 12 meses).
O valor da cesta básica na capital potiguar é de R$ 194,11, quantidade de dinheiro correspondente a 45,37% do salário mínimo. É a sexta mais barata entre as 17 capitais pesquisadas. A mais cara é a de Porto Alegre (R$ 238,67) e a mais barata a de Aracaju (R$ 168,06). O Dieese calculou que o tempo de trabalho necessário para o trabalhador conseguir pagar o valor da cesta foi de 91 horas e 51 minutos, ficando abaixo da média nas 17 capitais pesquisadas, uma jornada de 97 horas e 12 minutos. "Em agosto de 2008, a mesma compra comprometia uma jornada bem maior, que chegava a 110 horas e 12 minutos", expressa o relatório do Dieese.
O item da cesta que demonstra a maior variação entre agosto deste ano e do ano passado é o tomate, cujos preços subiram 59,38% em Natal. Porém, o mesmo item apresentou uma queda de 18,37% em relação a julho. O feijão é o alimento com maior queda nos preços da cesta nesse ano, caindo 42,04%.
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Edição de sábado, 5 de setembro de 2009
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