Brasília - Depois de cair por dois trimestres consecutivos e entrar em recessão, a economia brasileira cresceu entre 1,8% e 2%, de abril a junho, disse ontem o ministro da Fazenda, Guido Mantega. Ele comentou o desempenho do Produto Interno Bruto (PIB) no segundo trimestre, em Londres, onde participou de uma reunião dos países do Bric, bloco de economias emergentes formado por Brasil, Rússia, Índia e China.
Na próxima sexta-feira, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgará o PIB do segundo trimestre. O resultado, segundo estimativas de instituições financeiras, deve confirmar que o país saiu da recessão. Em julho e agosto, afirmou o ministro, a economia reagiu ainda mais por causa do aquecimento da atividade industrial e das medidas de combate à crise, como a redução de impostos e o estímulo ao crédito. O PIB do terceiro trimestre, no entanto, só será divulgado em dezembro.
Para 2009, o ministro manteve a projeção de 1% de crescimento, mesma estimativa que consta na revisão do orçamento feita no final de julho. Em relação ao ano que vem, ele aposta em expansão de 5%, acima da previsão de 4,5% que aparece no projeto de lei do Orçamento Geral da União de 2010, enviado para o Congresso na segunda-feira passada. Apesar de o país estar reagindo à crise, Mantega afirmou que ainda é cedo para abandonar a política anticíclica, quando o Estado gasta mais para estimular a economia.
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Edição de sábado, 5 de setembro de 2009
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