Quantidade de contratações aumenta com a proximidade do fim do ano
Festas de fim de ano, safra de matérias-primas importantes como a cana-de-açúcar, liberação de parcelas do 13º salário. Esses e outros motivos fazem o segundo semestre do ano ser farto de novas vagas de trabalho, como apontam os especialistas. Quem está "à caça" tem mais opções, mas é preciso continuar se qualificando e indo atrás das oportunidades.
Comércio é uma das áreas mais dinâmicas, devido às festas de fim de ano, mas também aparecem vagas na agropecuária, nos serviços e na indústria Foto: Ana Amaral/DN/D.A Press
O segundo semestre registra historicamente melhores resultados do que os primeiros seis meses do ano. Entre os destaques da recuperação do Rio Grande do Norte está o setor de serviços, responsável pela maior criação de empregos em julho, com 900 novas vagas. Outro foi a construção civil, que, pela segunda vez no ano, conseguiu ter um saldo (contratações menos demissões) positivo, criando 289 vagas.
Para a Coordenadora do Sine/RN, Alcina Holanda, a oferta de trabalho vai acompanhar a "bolha de consumo do final do ano". Ela informa que no último mês de julho, cerca de três mil postos de trabalho foram preenchidos e que esse cenário deve permanecer. "Estamos acima da média nacional e da média do Nordeste. Houve um crescimento na oferta na área de serviços, construção civil, indústria e até a agropecuária, que tinha sido uma área bastante afetada nos últimos meses", avalia Alcina.
Segundo o Superintendente do CDL, Adelmo Freire, as empresas já estão se mobilizando para a abertura de vagas de trabalho. Adelmo informa que, em 2008, foram gerados cerca de dois mil postos de trabalho temporários e este ano, a expectativa é de que esse número cresça cerca de 25%. "Um bom termômetro dessa demanda crescente é o Liquida Natal, que mostra de uma forma mais evidente uma maior participação dos consumidores, o que consequentemente ocasiona um aumento na demanda de trabalho", observa Adelmo.
Busca
No entanto, nem todas as vagas são facilmente preenchidas. "No Sine existe uma demanda reprimida cuja maior dificuldade se deve a falta de qualificação das pessoas", relata Alcina Holanda. Segundo Vanessa Braga, consultora da Talentos & Oportunidades, o currículo representa apenas 15% de um processo seletivo. É preciso se manter atualizado e se alinhar à área desejada. "Realmente as empresas estão mais consolidadas no segundo semestre e oferecem mais vagas, porém, as pessoas não devem se acomodar. É necessário aperfeiçoar os aprendizados e buscar todas as ferramentas, como serviços de agenciamento de emprego online", considera Vanessa.
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Edição de sábado, 5 de setembro de 2009
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