Brasil Edição de segunda-feira, 14 de setembro de 2009
Adaptação é um problema
Estudar fora da cidade de origem é um desafio para qualquer pessoa. Para os índios, esse obstáculo parece ser ainda maior. A cultura, a língua, a comida, o clima, as amizades. Tudo influencia. É o caso da estudante de engenharia florestal da Universidade de Brasília (UnB) Suliete Gervásio, 22 anos, que gosta do ambiente acadêmico, mas ainda não está adaptada. "É muito difícil morar longe de casa. Tudo aqui é diferente. O que mais sinto falta é de peixe fresco e de tucupi", afirma. Integrante da etnia Taperera, situada às margens do Rio Negro, no Amazonas, Suliete também sofre com o conteúdo das aulas na universidade. "Como tive um ensino básico fraco, se comparado ao conteúdo exigido pela UnB, fica difícil acompanhar as disciplinas", admite.
Em 2009, completam-se dois anos que a jovem trocou o Amazonas pelo Distrito Federal. "Esse grande esforço vai valer a pena, pois quero ajudar o meu povo", diz. Moradora de Sobradinho, Suliete reclama do baixo valor da bolsa para se manter na capital. "Não é suficiente para pagar aluguel, transporte e alimentação. Ainda bem que meus pais me ajudam", ressalta. (RC)
Onde estão as universidades
Até 2008, 43 instituições de ensino superior no país apresentavam alguma ação afirmativa para o acesso de estudantes indígenas. Confira onde encontram-se esses estabelecimentos.
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