Um protótipo de casa com 39 m² quadrados usando concreto celular foi construído na UFRN e hoje dá lugar a um laboratório de pesquisas na área. "Agora, estamos adquirindo um conjunto de fôrmas para a construção de casas de maneira industrial. A pretensão é entregar uma casa por dia", disse, referindo-se à parceria com o governo federal através do programa Minha Casa, Minha Vida, quando todas as teorias de racionamento de materiais serão aplicadas.
Guilherme cita ainda outras vantagens, como maior padrão de qualidade e a viabilidade de inúmeras formas de economia. "Uma casa construída da maneira tradicional leva, em média, dois meses para ser concluída. Com o uso de Iso-Blok, esse prazo é reduzido a uma semana, o que barateia custos com mão-de-obra e o índice de desperdício é quase zero. Tudo isso reflete no custo final da casa", apontou. O pesquisador adianta ainda que vem estudando outros resíduos, como raspa de pneus, serragem e fibra de vidro.
Prêmios
A pesquisa desenvolvida por Guilherme Melo lhe rendeu,em 2005, o primeiro lugar na categoria Indústria da quinta edição do Prêmio Santander Banespa de Empreendedorismo. De lá para cá, concorreu em diversos outros editais, sendo aprovado no edital Inova, da Fundação de Apoio à Pesquisa do RN (Fapern), no Prime, da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), do Governo Federal, e ainda no edital lançado pelo Parque Tecnológico da Paraíba. Recentemente, junto ao Conselho Nacional de Pesquisa (CNPq), seu projeto conquistou quatro bolsas de pesquisa voltadas a pesquisadores com nível de doutorado, que atuarão no desenvolvimento de novas pesquisas. "A intenção é dar destino aos resíduos, uma vez que eles contaminam a natureza", concluiu Guilherme.
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Atualizado em 13|09|2009
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