Cidades Edição de sexta-feira, 16 de outubro de 2009
Greve deve continuar em Parnamirim
Sindicato considerou "ruim" a proposta apresentada pela prefeitura. Uma nova assembleia ocorre hoje
A prefeitura de Parnamirim apresentou, na manhã de ontem, ao Sindicato dos Médicos do Rio Grande do Norte (Sinmed/RN), a proposta de reajustar em 100% o valor do plantão pago aos médicos que trabalham na Maternidade Divino Amor. A partir de abril, segundo a prefeitura, o pagamento será de R$ 600. O objetivo é fazer com que seja retomado o atendimento às gestantes do município e de outros atendidos na unidade.
O presidente do Sindicato dos Médicos do RN (Sinmed/RN), Geraldo Ferreira Filho, classificou a proposta como "ruim" e afirmou que a categoria ficou "decepcionada". "A prefeitura praticamente manteve o que havia sido apresentado anteriormente", reclamou. Segundo ele, o reajuste para seis meses viabiliza, inclusive, o não cumprimento do acordo, já que "muita água pode rolar até lá". "É como se já estivéssemos marcando uma nova greve para daqui a um semestre", disse o presidente. A assembleia que estava marcada para acontecer ontem foi reagendada para amanhã, mas Geraldo Filho adianta que a greve deve se arrastar por mais um tempo, considerando que a proposta da Prefeitura foi uma "medida paliativa" e não agradou à categoria.
Condições
O prefeito Maurício Marques afirmou que a greve dos médicos, que dura mais de 20 dias, não tem como causa a falta de condições de trabalho, tendo em vista que a maternidade dispõe de equipamentos de última geração e profissionais competentes, sendo considerada uma das melhores do Nordeste. O prefeito ressaltou, ainda, que, em média, são realizados 400 partos, por mês, na Maternidade Divino Amor. Maurício Marques disse que esta é a última e definitiva proposta para acabar com a paralisação no atendimento.
A proposta apresentada pelo secretário de Saúde de Parnamirim, Marciano Paizinho, ao presidente do Sinmed/RN, Geraldo Ferreira, refere-se ao aumento do valor pago pelo plantão para R$ 450, a partir de outubro, e R$ 600, a partir de abril; manutenção do pagamento de Autorização de Internação Hospitalar (AIH); assinatura de contratos temporários, cujo número será definido pela Secretaria Municipal de Saúde, de acordo com a necessidade de complementação da escala de plantão; realização de concurso público e plano de cargos, carreiras e salários, previsto no plano de governo e implementado até 2012.
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