Sobre o tempo das consultas, a cardiologista e conselheira do CRM, Diana Dantas, diz que ele muda muito conforme a fase do tratamento. "Pode acontecer de, em um primeiro encontro, o paciente ficar mais calado, o que é natural por ele e o médico terem acabado de se conhecer", declara ela. "Para mim, o segundo encontro geralmente é mais longo por o especialista ter, através dos exames requisitados, uma visão mais objetiva da doença a ser tratada. É também quando o paciente fica mais à vontade para falar sobre o problema", afirma Dantas.
Diana explica que o tempo de atendimento depende também do perfil do paciente Foto: Ana Amaral/DN/D.A Press
Ela ainda pontua que o cliente pode e deve manter contato com o seu médico se o tratamento influir negativamente no cotidiano. Por exemplo, se tiver de faltar muitos dias ao trabalho, sofrer efeitos colaterais muito intensos ou ter dificuldade em sustentar financeiramente o tratamento.
Questionado se era comum chegarem reclamações sobre consultas médicas, o diretor do Procon Municipal, Carlos Paiva, respondeu negativamente. Ele diz que o fato da classe já ter uma legislação específica para tratar do assunto (o Código de Ética Médica) os queixosos de má qualidade nos serviços vão direto ao CRM. Porém ele diz que nada impede que o cidadão se dirija ao Procon, já que se trata de uma relação de consumo. "Principalmente no momento em que os consumidores estão mais críticos quanto aos planos de saúde", finaliza Paiva.
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Atualizado em 12|10|2009
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