Jogos que estimulam a criatividade e desafiam o raciocínio lógico podem ser grandes aliados dos concurseiros
Luiz Freitas // luizfreitas.rn@diariosassociados.com.br
Chegou a hora de "queimar as pestanas" e colocar a cabeça para funcionar. Estamos falando da ginástica cerebral, um método que procura estimular o cérebro, exercitando-o de modo a desenvolver uma maior velocidade de raciocínio, poder de concentração, foco, criatividade e lógica. Não por acaso, palavras chaves para o sucesso em um concurso público. Os concurseiros da cidade começam a descobrir essa nova alternativa de estudo. Além disso, o método também desenvolve a autoestima, confiança, disciplina e perseverança do candidato.
Eliane e Amanda entre os "briquedos cerebrais": desenvolvimento da concentração é um dos benefícios dessa metodologia Foto: Carlos Santos/DN/D.A Press
A diretora da franquia Supera - que oferece o método em Natal -, Eliane Ferreira, explica que ele foi criado por um engenheiro do Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA), cujo filho tinha problemas de concentração. "Ele utilizou o ábaco, uma ferramenta pedagógica, para o problema do filho. A partir da melhora da concentração e do poder de raciocínio, ele viu que poderia desenvolver um método utilizando jogos pedagógicos que estimulassem o raciocínio lógico, a criatividade e lateralidade (capacidade de enxegar múltiplas soluções para um problema). Não adianta apenas ser concentrado se o raciocínio não tem qualidade".
Segundo Eliane, o sistema ajuda o concurseiro a otimizar seu tempo. "Ele passa a estudar mais rapidamente, pois absorve melhor o conteúdo. E deixa de ter a dificuldade de se concentrar nas aulas e ter que estudar em casa tudo aquilo que o professor explicou em sala, o que era perder tempo. Se ele 'perde' duas horas aqui, ganha muitas outras de vantagem depois". Outros benefícios apontados é que com um cérebro mais ágil, o candidato não corre o risco de ter "brancos" na hora da prova e controla melhor seu tempo. "Pegadinhas não existem, o que existe é um candidato que não consegue enxergar a realidade do exercício. Os jogos pedagógicos ajudam o aluno a ver as outras alternativas e a organizar seu pensamento". O ábaco, por exemplo, é usado para desenvolver cálculos matemáticos.
Essa "ginástica cerebral" é indicada para todas as idades. A diretora afirma que os alunos adultos começam a sentir os resultados já a partir do terceiro mês. É o desempenho do aluno em avançar nos desafios que irá determinar quanto tempo ele levará para completar o método, composto de quatro módulos. As aulas ocorrem uma vez por semana, com duração de duas horas.
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