Política Edição de sexta-feira, 16 de outubro de 2009
Wilma segue o presidente em visita a PE
Governadora conheceu obras da transposição do São Francisco e falou dos benefícios para o RN
Agovernadora Wilma de Faria esteve na manhã de ontem no sertão de Pernambuco integrando a comitiva do presidente Luis Inácio Lula da Silva em visita às obras de transposição do Rio São Francisco, que vai levar água para 12 milhões de pessoas dos estados do Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba e Pernambuco. O evento ocorreu em Sertânia (PE) onde o Governo Federal fez a primeira visita-técnica à obra que deve ser concluída totalmente até 2025.
"A transposição do Rio São Francisco é a mais importante obra sociais que pode ser realizadas pelo poder público no Nordeste, pois vai democratizar a distribuição de água para, praticamente, toda a região. Esse é um benefício que só mesmo as 12 milhões de pessoas que ainda vivem sofrendo com a escassez de água em nossa região e que serão beneficiadas diretamente com o projeto reconhecem a sua verdadeira dimensão", declarou a governadora Wilma de Faria.
Ao lado do presidente, a governadora assistiu à implosão de grandes pedras localizadas num dos canais de irrigação do Lote11, em Sertânia. O evento durou poucos minutos e contou com a presença dos ministros da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima, da Casa Civil, Dilma Rousseff, da Comunicação, Franklin Martins e dos governadores de Pernambuco, Eduardo Campos e do Ceará, Cid Gomes.
Logo após, a comitiva inaugurou o auditório do canteiro de obras batizado de Miguel Arraes. Com capacidade para 80 pessoas, o espaço utilizado hoje pelos operários ficará à disposição da comunidade para eventos de todos os tipos. Foi lá que o secretário executivo do Ministério da Integração Nacional, João Santana, fez um balanço do andamento das obras.
Finalizando a programação, Lula fez um discurso para centenas de operários. O presidente explicou as razões que o fizeram dar prioridade à execução da Transposição do São Francisco. "O Nordeste não quer mais viver da frente do trabalho da seca, que é um problema da natureza", disse, para depois completar: "O que estamos fazendo é enfrentar a seca levando água. Nós não queremos ter a visão do povo levando água na cabeça, como eu mesmo fiz com sete anos de idade, nem queremos ver mais o povo sendo extorquido pela indústria do carro-pipa".
+ Mais Água para 12 milhões de pessoas
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