Economia Edição de segunda-feira, 26 de outubro de 2009
Miniempresas // Empreendedorismo se aprende na prática
Uma empresa imaginária que rende uma experiência profissional real. É nisso que a escola de educação prática em economia e negócios Júnior Achievement vem apostando ao reunir estudantes de escolas públicas e privadas em volta do empreendedorismo de empresas. O fruto dessa experiência pôde ser conferido sábado e domingo na
Trabalho em equipe: alunas do Contemporâneo criaram a AndaPé e venderam pelo menos 60% da produção Foto: Carlos Santos/DN/D.A Press
praça de eventos do Natal Shopping, com a apresentação dos produtos de cinco empresas fictícias formadas há um mês e meio por alunos de escolas de Natal que decidiram encampar o projeto.
Cada colégio entrou com 30 estudantes dispostos a comprar ações da empresa, produzir o material e vender toda a produção. Toda a hierarquia de uma empresa de verdade foi montada em cada experiência. No final, os grupos receberão o que investiram inicialmente e, se houve lucro, o dinheiro será doado a instituições de caridade escolhidas pelos empreendedores.
Coordenadora executiva da escola Júnior Achievement, Ana Maria de Araújo conta que a experiência enfrentada pelos alunos pode diminuir a realidade impressionante das empresas do país. Atualmente, 80% delas fecham antes de completar dois anos. "Se todos empreendedores tivesse essa experiência antes de abrir a empresa, esses números diminuiriam muito. Os alunos vivenciam a realidade de uma empresa de verdade. Temos o apoio de sete empresas do estado, que cobrem os custos do projeto e contamos com o apoio de escolas públicas e privadas", afirmou.
As alunas do Contemporâneo, por exemplo, criaram a AndaPé, empresa especializada na venda de sandálias. Com o dinheiro arrecadado da venda das ações - cada estudante comprou uma ação e teve que vender outras três ao preço de R$ 10 cada uma - o grupo comprou o material bruto que incluiu as sandálias, tintas e tecidos para a decoração dos produtos. Das 85 sandálias produzidas, 50 haviam sido comercializadas até ontem. As alunas, que têm média de idade de 16 anos, aprovaram o trabalho. "É muito difícil, mas está sendo muito rica essa experiência. Trabalhamos como numa empresa comum porque pagamos imposto, comissão de venda, salário de funcionário. Estamos com uma média de lucro de 32%", conta a empreendedora Maria Luíza Mesquita, 16.
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