Cidades Edição de terça-feira, 27 de outubro de 2009
Uma escola e muitos problemas
Lixo acumula ao redor de unidade na Zona Leste. Entrada constante de marginais e usuários de drogas assusta alunos
Francisco Francerle // franciscofrancerle.rn@diariosassociados.com.br
Se o educador Padre Monte fosse vivo certamente ficaria com vergonha em ver o estado de abandono em que se encontra a escola estadual que ostenta seu nome, no limite dos bairros de Rocas e Ribeira. A escola é o verdadeiro retrato da falta de sintonia entre comunidade e gestão escolar que, juntas, são responsáveis por uma imagem degradante do estabelecimento. A entrada da escola é uma verdadeira passarela para um dos lixões mais antigos da região, apesar da placa da Urbana ameaçar com multa para quem jogar lixo no local. Para completar o cartão postal, a fachada e as paredes laterais são completamente pichadas, o portão quebrado e o muro destruído em vários pontos, possibilitando acesso fácil a vândalos e dependentes químicos para o consumo de drogas, prática de sexo e depredação do patrimônio público.
Sujeira acumulada ao pé das paredes pichadas da escola, que fica entre os bairros das Rocas e da Ribeira Foto: Ivan Cabral/DN/D.A Press
Conhecedora do problema e demonstrando medo de represálias de marginais, a diretora da Escola Estadual Padre Monte, Tânia Maria da Câmara, negou-se a dar entrevista, não permitiu a entrada da reportagem do Diário de Natal no ambiente das salas de aula, chegando a convidar a equipe de repórteres a se retirar de sua sala. Mesmo com o impedimento, a reportagem conseguiu imagens do terreno lateral do estabelecimento onde o matagal, as pichações e os buracos no muro tomam conta do cenário.
Situação tensa
Para o estudante do 2º ano do Ensino Médio Tiago Martins de Oliveira, 18 anos, a situação é tão dramática que os alunos não utilizam mais a quadra para a prática de esportes, devido à presença frequente de pessoas alheias à escola. "Eles pulam o muro, picham as paredes, invadem a quadra e não se faz nada para dar um basta nesse abuso. Os alunos é que ficam prejudicados com isso". A opinião é compartilhada por outro estudante que preferiu não se identificar: "até gincana a escola já fez para arrecadar fundos para consertar os problemas mais urgentes, mas até agora nada foi feito", reclamou.
De acordo com informações da Subccordenadoria de Construção e Manutenção Escolar da Secretaria de Educação do Estado- Seec -, a última reforma que a escola recebeu foi em 1997, há quase doze anos e, até o momento, a Subcoordenadoria de Construção e Manutenção Escolar não recebeu nenhum encaminhamento por parte da direção da escola solicitando melhorias para o prédio.
+ Mais Entrada do colégio se transforma em lixão
Clique na imagem para
vê-la maior
Edição de terça-feira, 27 de outubro de 2009
Edições anteriores
Selecione a data do
Diário que você
deseja visualizar
Copyright
- Diariodenatal.com.br | todos os direitos reservados. É proibida
a reprodução parcial ou total do conteúdo
desta página sem a prévia autorização |
redacao.rn@diariosassociados.com.br