Com o fim da greve dos médicos da Maternidade Divino Amor, em Parnamirim, o atendimento foi normalizado ontem, à partir das 19h. A reabertura foi feita pela equipe de fiscalização do Conselho Regional de Medicina
Unidade tinha sido paralisada por greve de médicos e interdição ética Foto: D Luca/DN/D.A Press
(CRM/RN), que constatou que a escala de plantonistas estava completa, sendo tres obstetras e dois pediatras. A estrutura física da maternidade também foi observada, porém, Jeancarlo Fernandes, chefe da fiscalização do CRM, informa que o prédio por ser novo, não apresenta nenhum problema.
Depois de quase um mês paralisados, os médicos aceitaram a proposta da prefeitura de Parnamirim. Na votação realizada no dia 23, apenas cinco médicos votaram pela continuidade do movimento, enquanto 25 decidiram pelo retorno ao trabalho. O valor pago aos plantonistas vai subir de R$ 300 para R$ 450 ainda em outubro, sendo retroativo desde o dia 1º e, a partir de fevereiro, o valor será de R$ 600.
A decisão agradou o secretário de saúde de Parnamirim, Marciano Paisinho. "Eles ficaram paralizados por um tempo maior do que prevíamos. De todo modo, ficamos satisfeitos com a volta do atendimento. O valor fechado é um pouco alto para a nossa realidade, mas faremos o esforço", diz o secretário.
Contratos
Além do aumento, os cerca de 25 plantonistas, entre pediatras e obstetras, terão os contratos assinados até a realização do concurso público para o preenchimento dessas vagas. "Estamos fechando uma data para o concurso, mas deve ser entre março e abril. Depois esses contratos expiram e os profissionais serão devidamente contratados", complementa o secretário. A Maternidade Divino Amor faz uma média diária de 14 partos, sendo cerca de 450 por mes. Além disso, atende gestantes de outras 13 cidades.
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Edição de terça-feira, 27 de outubro de 2009
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