Uma mulher foi presa na Penitencária de Alcaçuz, na manhã do último domingo, acusada de usar duas crianças, de 11 e sete anos, para tentar entrar com celulares no presídio. Segundo informações da Secretaria Estadual de Justiça de Cidadania (Sejuc), cinco celulares, 11 chips, dois carregadores e duas baterias foram encontrados
Polícia apreendeu cinco celulares, 11 chips, dois carregadores e duas baterias Foto: COAPE-RN /Divulgação
camuflados nas palmilhas das sandálias das crianças. Ela alegou desconhecer o fato dos objetos estarem escondidos. A mãe das crianças fugiu antes de ser pega pelos agentes penitenciários.
De acordo com a Sejuc, durante a revista para a entrada dos visitantes na penitenciária, no domingo, os agentes notaram que as palmilhas das sandálias das crianças tinham sido coladas recentemnte. Ao checar, encontraram o material camuflado. A mulher que foi detida se apresentou como responsável pelas crianças, uma vez que a mãe delas teria fugido da fila, supostamente se escondendo em uma comunidade próxima ao presídio, e não foi encontrada.
A acompanhante, que é mãe de um detento, afirma que a mãe das crianças tinha chegado do Recife no sábado e se hospedou em sua casa. Ela seria companheira de um outro detento, que cumpre regime semiaberto. Após o flagrante, a acompanhante foi levada para a delegacia de plantão Zona Sul, onde foi feito um boletim de ocorrência a cerca do fato. As crianças foram encaminhadas para o Conselho Tutelar da Comarca de Nisia Floresta.
Detector
Segundo o coordenador de estadual de Administração Penitenciária, José Deques, a penitenciária de Alcaçuz está aparelhada com sistema de detector de metais manual e, de uma esteira, que foi o que possibilitou a detecção do material apreendido. O detento para quem seria entregue a mercadoria já está em isolamento para investigações sobre sua participação no caso. "A mãe dos garotos, pelo que ficamos sabendo, ficou de longe vendo a evolução da tentativa de entrada na prisão. Quando notou que havia sido detectado o material, se escondeu dentro do matagal. Fizemos buscas mas, até o momento, não sabemos do paradeiro dela".
O promotor da Infância e da Juventude, Manoel Onofre Netro diz que a utilização de crianças, acarreta num agravamento na pena, de acordo com o que está previsto nas atuais mudanças do Código Penal Brasileiro. Se uma criança ou qualquer pessoa, por enfermidade ou deficiência mental, não tenha o necessário discernimento para a prática do ato, ou que, por qualquer outra causa, não possam oferecer resistência, a pena para o acusado pode aumentar.
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Edição de terça-feira, 27 de outubro de 2009
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