Do início da "Segundona" até a 32ª rodada, o "Mais Querido" e o "Mecão" chegam à marca do quarto técnico no campeonato, isso, sem contar com os interinos que comandaram as equipes por algumas partidas. Para tentar contrariar a máxima "santo de casa não faz milagre", ABC e América chegam à reta desta Série B apostando em treinadores "pratas da casa" para tentarem sair das últimas colocações e livrarem da zona de rebaixamento para a Terceira Divisão de 2010.
Didi tem a difícil missão de salvar o ABC do rebaixamento Foto: Fábio Cortez/DN/D.A Press
O escolhido pela diretoria americana foi o técnico Francisco Diá. Responsável por comandar a vitoriosa campanha do acesso alecrinense à Série C do Campeonato Brasileiro, o treinador que começou sua carreira na equipe do Força e Luz, em 1995, comanda pela primeira vez um clube de ponta da capital. Com passagens pelo Baraúnas, como auxiliar técnico, além de Santa Cruz e Alecrim como treinador, e apesar de estar à frente da equipe americana apenas há seis partidas, Diá já teve seu nome entoado pela torcidae parece ter caído no gosto da diretoria. E não é por menos: em seis partidas, ele conquistou junto com a equipe duas vitórias, duas derrotas e dois empates, alcançando um aproveitamento de 44,4%, sendo um rendimento superior ao dos outros comandantes que passaram pelo clube. "Sabia da responsabilidade quando fui convidado. Estão dando total apoio ao nosso trabalho e espero poder retribuir toda essa confiança e livrar o América do rebaixamento", afirma.
No ABC, a escolha foi um por "velho conhecido" da torcida para tentar superar Flávio Lopes, Arthurzinho e Heriberto da Cunha que passaram pelo clube e pouco fizeram pela equipe. Djair Pacheco Duarte, o Didi Duarte, tem contrato com o "Mais Querido" até o término do Campeonato Estadual 2010, mas antes disso, ele tem a difícil missão de livrar a equipe do rebaixamento. Experiente, Didi já conquistou o título de campeão estadual pelo clube, em 2000, além realizar a melhor campanha abcedista na Copa do Brasil do mesmo ano, quando foi eliminado pelo Palmeiras/SP após dois empates seguidos.Para Didi, o mais importante ao assumir o ABC é a perspectiva de sequência do trabalho. "Sabemos que o clube está numa situação muito complicada, mas o elenco está imbuído de conquistar essa manutenção. Agradecemos a oportunidade, mas antes de tudo, estamos aqui porque acreditamos no ABC", revela.
Identificação
A escolha por técnicos locais foi motivada pela proximidade desses profissionais com o futebol potiguar. No caso de Diá, ele comandava o Alecrim e acompanhava o desempenho americano na Série B. Já Didi Duarte, trabalhava como comentarista de futebol em uma rádio da cidade, e também estava "de olho" nos jogos da equipe abcedista. O dirigente americano, João Maria Belmont, afirma que a escolha por Diá se deve principalmente à qualidade dele enquanto treinador. "Ele já mostrou a sua competência com o Alecrim e acreditamos muito no trabalho dele. Ele é mais professor do que treinador e tem resgatado a autoestima de nossa equipe", afirma Belmont, lembrando que por Diá ser de "casa", ele entende melhor a situação do clube.
Para o presidente do ABC, Judas Tadeu, apesar de o novo treinador ter sido a segunda opção na troca de Flávio Lopes - a primeira seria Ferdinando Teixeira - a contratação de Didi e a permanência até 30 de abril foi um consenso. "Todos aceitaram a sequência do trabalho dele até o Estadual. Fizemos a escolhar por trazer alguém que estava próximo, que conhecesse a nossa realidade e o nosso elenco", explicou Tadeu garantindo que a chegada de Didi é uma aposta de que "ainda é possível" se referindo a fuga do rebaixamento.
Troca-troca na "B"
Em 32 rodadas, a Série B teve 34 trocas de treinadores, uma média de 1,06 trocas por rodada. ABC, América, Bahia, Fortaleza e Ponte Preta lideram com quatro trocas de técnico cada. Dos cinco, apenas a "Macaca" está na ponta de cima da tabela. Os potiguares, além de Bahia e Fortaleza lutam contra o rebaixamento. E se alguns veem as mudanças como uma boa opção, aqueles que apostam na estabilidade é que estão bem. Bragantino, Guarani e Vasco da Gama não trocaram de comando. O Braga está tranquilo no meio da tabela, enquanto a equipe cruzmaltina e o "Bugre" estão praticamente na elite e devem, inclusive, brigar pelo título.
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Edição de domingo, 1 de novembro de 2009
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