Wells conta que ele e sua equipe usaram a hibridização genômica comparativa em 150 pacientes estéreis, que tinham uma média de idade de 38 anos. A maioria das pacientes já havia passado por um ou dois tratamentos de fertilização in vitro fracassados. "As chances de um embrião produzir uma criança mais que dobraram no grupo de pacientes submetidas à hibridização genômica comparativa - de 28% para 62%", garantiu o britânico. "Pelo menos dois ou três embriões foram transferidos, e a taxa de gravidez por ciclo de tratamento foi de 89%, cerca de 20% mais alta do que naqueles ciclos de tratamento sem hibridização genômica comparativa", acrescentou. O especialista lembra que as taxas de gravidez bem-sucedida provavelmente serão um pouco mais baixas em clínicas de fertilização sem alto padrão de qualidade. "Ainda assim, a hibridização genômica comparativa terá um impacto bastante importante", acredita.
A técnica inovadora não resolverá os problemas para todas as pacientes, mas provavelmente aumentará as chances de êxito da fertilização in vitro. Os principais benefícios têm sido percebidos entre os casais nos quais as mulheres tenham entre 35 e 42 anos. "Se os estudos subsequentes provarem que o método melhora as taxas de sucesso da fertilização in vitro, ele poderá se tornar um cuidado-padrão para as pacientes. A redução dos estresses emocional, físico e financeiro do aborto e do risco de síndrome de Down também é importante", admitiu Wells.
Durante muitos anos, a ciência sabia da relação entre a anomalia cromossômica e a redução nas chances de gravidez. Somente recentemente, os especialistas em medicina reprodutiva obtiveram as ferramentas necessárias para detectar, com precisão, estes problemas no DNA dos embriões. "Os métodos anteriores eram capazes de vasculhar um número reduzido de cromossomos, enquanto a hibridização genômica comparativa observa todos os cromossomos", explicou o autor do estudo, anunciado durante o encontro anual da Sociedade Americana para Medicina Reprodutiva, que ocorre até amanhã em Atlanta,no estado da Geórgia.
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Edição de domingo, 1 de novembro de 2009
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