Rio de Janeiro - O ministro da Defesa, Nelson Jobim, voltou a afirmar ontem que a disputa entre os fabricantes para fornecer os aviões caça ao Brasil está "fortíssima", mas evitou polemizar. "Não entro em briga de empresa", disse, após visitar o Centro Tecnológico do Exército (Cetex), na zona oeste do Rio de Janeiro. De acordo com o ministro, o principal objeto da polêmica entre os fornecedores é a questão da troca de tecnologia e destacou que, neste ponto, os Estados Unidos não têm antecedentes favoráreis.
"O problema com os Estados Unidos são as questões do passado. O passado é um grande exemplo de embargo da transferência de tecnologia. Hoje assistimos a isso aqui [Cetex]." Jobim explicou que durante a visita ao centro tecnológico ouviu relatos dos militares denunciando que as empresas norte-americanas só iriam fornecer tecnologia para a conclusão de equipamentos militares, como baterias, pilhas térmicas e propelentes, daqui a dez anos. A dificuldade de concretizar acordos de troca de tecnologia, na avaliação do ministro, é um problema para vários países.
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Edição de sábado, 7 de novembro de 2009
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