A adoção da tecnologia comprovou a viabilidade de se criar uma identidade para cada produto, que o acompanha desde o momento em que o equipamento é empacotado até quando ele vai para a prateleira do expositor. "O sistema permite ter um ganho em vários momentos da cadeia produtiva. Com a RFID, por exemplo, podemos ter uma redução na margem de perdas, além de conseguir monitorar tudo o que acontece dentro da fábrica", opina o gerente de estratégia e desenvolvimento de operações para o Mercosul da HP, Marcelo Pandini.
O executivo explica que, a partir do monitoramento remoto dos itens que saem da fábrica, a empresa consegue verificar gargalos até então impossíveis de serem controlados pelo antigo código de barras. "Se deixamos um lote de produtos num local inadequado, por exemplo, podemos ser alertados por meio de um sistema", exemplifica.
A RFID também tem sido utilizada em aplicações para setores como farmacêutico, educacional, de gêneros alimentícios, hospitalar, automobilístico e até de aviação. No Brasil,o sistema de cobrança de pedágio Sem Parar - que permite o trânsito livre de veículos por pedágios e estacionamentos de shoppings - também utiliza a tecnologia. Assim que o carro passa pela cancela, ele é identificado eletronicamente e, no fim do mês, o proprietário recebe uma conta do que foi utilizado com a tag.
Em 2007, o grupo Pão de Açúcar inaugurou um supermercado em São Paulo trazendo a tecnologia ao alcance real do consumidor. A rede varejista etiquetou todos os vinhos vendidos na adega da loja com tags que permitem que o caixa leia o preço dos itens a distância, sem que comprador tenha que retirá-los do carrinho. Os chips também contêm dados sobre procedência do vinho, tipo de uva usada, safra, preço, etc. Para visualizar as informações, basta o consumidor aproximar a garrafa de um monitor. "As aplicações oferecidas pelo RFID são infinitas. Todos os setores deverão ser atingidos e, nos próximos anos, vamos ver a tecnologia ser adotada com maior força no país", diz a presidente da Vip Systems, Regiane Relva Romano.
Precaução de guerra
A solução é descendente da tecnologia dos transponders usados pelos ingleses na Segunda Guerra Mundial. Ainda utilizado nos dias de hoje, o transponder funciona recebendo e transmitindo sinais quando uma "pergunta", em forma de pulso eletrônico, é feita. Quando foi utilizado na Segunda Guerra, ele identificava os aviões da Royal Air Force (RAF - Força Aérea Real do Reino Unido). Assim, quando uma aeronave surgia no radar e não "respondia" com seu transponder, ela era identificada como inimiga e abatida.
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Atualizado em 04|11|2009
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