Consumidor Edição de segunda-feira, 16 de novembro de 2009
Chateação ilimitada via minimodem 3G
Oferta dos serviços é insatisfatória e frustra as expectativas do consumidor, aponta estudo do Idec
Eles foram apresentados ao mercado como a ferramenta que iria promover um avanço na mobilidade digital. A indústria da informática vendeu a ideia de que não bastava apenas ter laptops ou notebooks, mas que, além de uma máquina que você pudesse levar para qualquer lugar, a internet fosse junto. E aí entrariam os minimodens, acessórios necessários para ter os serviços de terceira geração (3G).
Promessa de tráfego de dados rápido e sem restrições se transforma em frustração com o uso diário Foto: Cristiano Mariz/Esp. CB/D.A Press
A ideia é fantástica, mas a realidade é que a grande maioria dos consumidores deste serviço estão insatisfeitos com ele. Um estudo realizado pelo Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) avaliou como esses produtos são comercializados pelas quatro grandes operadoras móveis: Claro, Tim,Vivo e Oi. Segundo o estudo, foi verificado que as telefônicas só informam as restrições ao uso do serviço no contrato ou em seu site. "O pior de tudo é que as empresas possuem cláusulas contratuais que as eximem da responsabilidade de garantir a velocidade de acordo com a oferta", diz a advogada do Idec, Estela Guerrini, "A propaganda da Claro, por exemplo, oferece velocidade de banda larga, conexão rápida, mas no site e no contrato, a empresa diz que só garante 10% da banda contratada".
Ela chama a atenção para a necessidade do contratante do serviço tirar todas as dúvidas existentes, principalmente se o contrato vier (e eles usualmente vêm) com uma linguagem jurídica (ou técnica) acentuada. "Infelizmente é assim, o que não estiver claro deve ser discutido na loja ou com o Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC)". A informação que ela julga ser a mais relevante é a da área de cobertura do serviço. "Na verdade seria uma obrigação da empresa informar isso, mas é bom o próprio usuário se precaver e ter a certeza de que a sua regiao é coberta pelo sinal da torre de telefonia", afirma a advogada.
Outro ponto a ser considerado, de acordo com Guerrini, é que o usuário conheça o seu perfil de uso. "Se você for um usuário pequeno e ultrapassar o limite de acesso contratado, vai pagar muito caro. A pergunta 'Para que eu preciso do produto?' é importantíssima, mesmo para os planos ilimitados", conclui a especialista.
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