Profissional que se acomoda pode se tornar invisível na empresa onde trabalha. Ou seja, um candidato à demissão
Redigir o ofício. Mandar o relatório para o chefe. Atender um cliente em tal hora. No meio dessa lista de serviços, a ordem é não esquecer nada, principalmente a carreira. Preocupados apenas com as suas obrigações, muitos funcionários acabam deixando de lado a trajetória profissional. O resultado pode ser a invisibilidade dentro da empresa. Quando não é mandado embora, esse profissional não participa de projetos inovadores.
Adriana reconhece que caiu no esquecimento porque se acomodou: "Vou me capacitar por conta própria para chegar aonde eu quero" Foto: Kléber Lima/CB/D.A Press
O comodismo vem tanto da empresa quanto do funcionário, o que, segundo Rose Mary Barbosa, gerente de operações da Soma Desenvolvimento Humano, é também muito negativo para a corporação. "A estagnação gera profissionais infelizes e sem perspectivas, e instituições pouco inovadoras", analisa.
A consultora em desenvolvimento de lideranças e equipes da Ateliê RH, Fabiana Bandeira Maia, alerta ainda que funcionários com perfil de comodismo são os mais lembrados na hora da demissão, porque não são estratégicos para a empresa, logo, são fáceis de serem substituídos. "A crise financeira mostrou muito quem eram essas pessoas, afinal, no mercado competitivo, são elas as demitidas, porque têm o desempenho baixo", afirma.
No entanto, nem sempre é fácil descobrir quando se está caindo nessa armadilha. Foi o que aconteceu com Adriana Rana, 33 anos. A psicóloga trabalhou em uma consultoria durante 14 anos. Lá dentro, cresceu: começou como estagiária e foi contratada. Mas, nos últimos três anos de empresa, viu seus benefícios serem diminuídos; o trabalho, limitado; e percebeu que estava sendo deixada de lado em projetos inovadores. Apesar do sentimento de mesmice e de exclusão, ela não conseguia identificar o motivo do descaso.
"Só depois de três anos me sentindo assim, que resolvi contar para a dona da empresa sobre a minha infelicidade", frisa. "Eu assumo que eu me acomodei, parte foi minha culpa, eu poderia ter continuado meus estudos, aberto meu leque de conhecimentos", confessa. A gerente Rose Mary alerta que esse tipo de postura é muito comum. "O funcionário acha que só a empresa deve investir nele e pagar os cursos de qualificação, sendo que hoje é exatamente o contrário", diz.
+ Mais Atenção à falta de motivação
Clique na imagem para
vê-la maior
Atualizado em 14|11|2009
Edições anteriores
Selecione a data do
Diário que você
deseja visualizar
Copyright
- Diariodenatal.com.br | todos os direitos reservados. É proibida
a reprodução parcial ou total do conteúdo
desta página sem a prévia autorização |
redacao.rn@diariosassociados.com.br