Saber identificar os sinais do comodismo é um importante passo para não cair nele e, consequentemente, não virar uma peça empoeirada no canto do escritório. Por isso, é aconselhável observar o ambiente de trabalho e sempre pedir retornos do chefe imediato. "O profissional tem que sair da posição de vítima do sistema, da família, do serviço. Ele tem que saber que, se houve esquecimento por parte do gestor, a culpa é dele", acredita Fabiana. Já Rose Mary prefere não colocar a culpa somente no funcionário. "O bom gestor também tem que instigar seu funcionário, um funcionário parado, infeliz, não traz bons resultados", pondera.
Adriana sentiu na pele essa falta de estímulo. Mesmo contando que não estava feliz em sua função, a psicóloga não recebeu da gestora qualquer tipo de incentivo para reverter a situação. Afinal, ela era a única funcionária capaz de exercer determinadas tarefas, como aplicação de testes. Portanto, não poderia sair do posto em que estava. "A especialização em uma só atividade é ruim porque empresas mais retrógradas têm o raciocínio de que, se o funcionário está bem ali, por que mudá-lo de função?", ressalta Rose Mary.
Assim, Adriana se deu conta de que a empresa onde estava era pequena para a sua trajetória profissional. A alternativa foi avisar à chefia que começaria a distribuir o currículo e que ensinaria sua função para outra pessoa. "Quando cheguei ao mercado, percebi que estava sendo mais valorizada do que na empresa", conta. "Agora, aprendi a lição: tenho muita coisa ainda que quero desenvolver e não posso ficar na mão da empresa, vou me capacitar por conta própria para chegar aonde eu quero."
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Atualizado em 14|11|2009
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