Mundo Edição de segunda-feira, 16 de novembro de 2009
Decisão polêmica
Governo americano busca alternativas de prisão para terroristas detidos em Guantánamo
Washington - Funcionários do Governo americano visitam hoje uma prisão em Illinois (EUA), enquanto continua a polêmica nos Estados Unidos sobre a transferência de supostos terroristas agora confinados em Guantánamo, segundo a rede de televisão "CNN". A emissora citou ontem dois funcionários, não identificados, do Governo do presidente Barack Obama, segundo os quais se estuda a possibilidade de levar os suspeitos ao Centro Correcional Thomson de segurança máxima, cerca de 240 quilômetros ao oeste de Chicago.
Tribunal onde ocorrerão os julgamentos permanece sob vigilância constante Foto: Peter Foley/EFE
No estado da Carolina do Sul, os políticos têm um debate acalorado sobre a possibilidade de que sejam levados a uma prisão naval os supostos terroristas ligados aos ataques de 11 de setembro de 2001, que serão julgados em Nova York. A decisão do Governo de Obama de transferir os casos de cinco suspeitos de tribunais militares em Guantánamo para um tribunal federal civil de Nova York gerou polêmica em todo o país, e um dos assuntos mais discutidos é se a presença desses indivíduos representará uma ameaça para a segurança.
O governador de Illinois, Pat Quinn, afirmou, em comunicado, que funcionários de alta hierarquia nos Departamentos de Defesa, Justiça e Segurança Nacional, e do Escritório de Prisões Federais visitarão a prisão de Thomson "para determinar se essa instalação virtualmente vazia, mas muito moderna" poderia ser usada para prisioneiros federais. A declaração não mencionou a possibilidade que esse lugar seja usado para alguns dos homens agora detidos em Guantánamo, mas afirmou que "a aglomeração é um problema grave e uma das razões pelas quais o Escritório de Prisões Federais tem interesse em visitar o Centro Thomson". Atualmente, há cerca de 215 homens detidos em um campo de prisioneiros na base naval americana da baía de Guantánamo, em Cuba.
Proibição
Ontem, o secretário de Defesa dos Estados Unidos, Robert Gates, informou à Suprema Corte do país que ordenou a proibição da publicação de fotografias que supostamente mostram abusos contra alguns suspeitos de atos terrorista. Segundo a rede "CNN", Gates pediu ao Supremo americano para que anule a ordem emitida por outro tribunal de instância inferior favorável à divulgação das fotografias. O secretário alega que a publicação dessas imagens vai pôr em perigo as tropas dos Estados Unidos no exterior. As fotos estão no centro de um processo judicial aberto há anos pela União Americana de Liberdades Civis (ACLU, na sigla em inglês).
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