Cidades Edição de sexta-feira, 20 de novembro de 2009
Obras da Cidade da Ciência vão começar
Projeto, que vai incluir Planetário e espaço de exposições, deve ficar pronto dentro de um ano, segundo a Fapern
Mariana Rocha Especial para o Diário de Natal
Já está perto dos potiguares terem a oportunidade de desvendar a Cidade da Ciência e poder adquirir conhecimento científico de forma mais interativa, dinâmica e popular. É que as obras do Planetário, uma das áreas do projeto, serão iniciadas a partir da próxima semana na Avenida Abel Cabral, em Nova Parnamirim, e devem ser concluídas em março do próximo ano.
Maquete eletrônica do complexo que será erguido em Nova Parnamirim, com investimentos na ordem de R$ 12 milhões Foto: Fapern /Divulgação
O projeto, desenvolvido pelo governo do estado através da Fundação de Apoio à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Norte (Fapern), com apoio do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), está avaliado em R$ 12 milhões, sendo cerca de R$ 1,5 milhão para o Planetário. As obras da Cidade da Ciência deverão ser concluídas em um ano.
Primeiramente, a "Cidade" seria construída no Centro Administrativo, em Lagoa Nova. As obras tiveram foram interrompidas devido à escolha de Natal como cidade-sede da Copa do Mundo de 2014. "Com o advento da Copa, cujo projeto Arena das Dunas envolve o local onde seria construída a Cidade da Ciência, tivemos que paralisar tudo e pensar em um plano B", explica o coordenador de Obras da Secretaria de Infra-Estrutura (SIN), Luciano Xavier.
Segundo ele, o terreno onde funcionava o antigo Camping Clube, na Avenida Abel Cabral, apareceu como local ideal para o projeto Cidade da Ciência ser executado. "Já foi feito o estudo topográfico do terreno e vimos que a obra se encaixa perfeitamente", frisa.
O secretário estadual de Infra-Estrutura, Dâmocles Trinta, afirmou que as obras iniciarão, provavelmente, na próxima semana.
A presidente da Fapern, Isaura Rosado, afirma que a previsão inicial para que o Planetário fique pronto em março de 2010 se mantém, apesar do atraso das obras, devido à estrutura "montável" desta área. "Tem, sim, muitas condições para que o Planetário seja inaugurado na data prevista primeiramente, pois já estamos com todo o equipamento aqui no Depósito Naval da Marinha (Alecrim). Como é algo que não precisa ser construído, apenas instalado, é um processo mais rápido", assegura.
Segundo José Roberto Costa, da Comissão de Desenvolvimento do projeto, o equipamento de projeção do Planetário compreende projetores em terceira dimensão, sistema de som digital e tela de 12ms para a cúpula. As peças, que pesam cerca de quatro toneladas, têm tecnologia alemã e foram importadas dos Estados Unidos. Os equipamentos são de última geração, com tecnologia digital, que irão reproduzir a Terra com os oceanos e os continentes, entre meridianos e paralelos, em uma esfera de 18 metros de diâmetro assentada sobre um espelho d'água. A sala de projeção terá capacidade para 85 pessoas.
Outras atrações
A "Cidade" terá duas outras grandes áreas: o Parque do Conhecimento e a Casa da Ciência. Esta última será um prédio de três pavimentos, com espaços para exposições itinerantes e permanentes, além de um mezanino, onde ficará o memorial do invento e do inventor potiguar. "O memorial é importante porque é um lugar que sempre dará destaque às coisas ímpares que são feitas aqui no estado", ressalta Costa.José Roberto ainda destaca um dos diferenciais da Cidade da Ciência, que é o Museu de Ciências e Tecnologia, onde serão expostas diversas atividades de física, química, geografia, matemática e biologia ligadas ao Rio Grande do Norte. "O museu também é importantíssimo, pois vai remeter muito à produção científica e cultural do RN. Iremos explorar coisas raríssimas que não encontramos em nenhum outro lugar do mundo, somente aqui, como a Caatinga do Sertão e determinadas espécies de animais".
Já o Parque do Conhecimento será ao ar livre, em área que circunda a Casa da Ciência e o Planetário, onde ficarão vários brinquedos científicos interativos, destinados a públicos de todas as idades. "Crianças, adolescentes, universitários, adultos e até turistas poderão conhecer, de forma diferenciada, muitos princípios da ciência", afirma.
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