Política Edição de sexta-feira, 20 de novembro de 2009
Trechos da entrevista // Luís Inácio Lula da Silva
Críticas
"Não espero outra coisa da oposição. Se eu carregasse um candidato da oposição seria estranho. Mas carregar minha ministra, coordenadora do PAC, que trabalha das 8h à meia noite, para inagurar as obras comigo não é errado. A partir do momento que ela se lançar candidata ela não vai poder. A oposição devia se preocupar com os governadores que estão viajando o país e visitando outros estados. Eles têm menos direito de viajar que a ministra."
Reeleição
"Não existe a possibilidade de um homem se aposentar em política. O ser humano começa a fazer política quando nasce, no primeiro choro. Agora ser candidato é outra história. Depois de oito anos na presidência do Brasil, temos que ter consciência de que outras pessoas têm direito. Acho que já cumpri com minha missão."
Popularidade
"Penso que nos últimos meses o Brasil tem merecido muita atenção da imprensa internacional. Obviamente que isso é importante pois divulga o país e mostra que ele está preparado. Em 2016 estará entre as maiores cinco economias. É importante porque mas é bom que as pessoas saibam que o país tem um presidente."
O cara
"Foi uma brincadeira. Ele estava há poucos dias e eu há sete anos. Quando a gente dizia que a crise chegaria por último no Brasil e sairia primeiro, ninguém acreditou. Hoje é um país que tem mais credibilidade e investimento. Claro que não competimos com a China, mas a verdade é que o Brasil virou uma espécie de coqueluche internacional. Esse reconhecimento me dá orgulho."
Aposentadoria
"Tenho preocupação com a primeira semana. Como uma artista famoso que do dia para a noite sai na rua e ninguém pede autógrafo. Fico pensando como será minha vida no dia 2 de manhã. Quando levantar e não ter um assessor para brigar, ninguém para xingar e dona Marisa mandando eu sair da sala porque ela quer limpar. Tenho preocupação. Quero me preparar. Mas quero tirar 30 dias de férias, descansar e tenho na consciência que um ex-presidente da República não pode dar palpite sobre quem está governando. Se eu eleger quem eu penso, quero que ela crie sua cara, seu modelo de governo."
Filme
"Ainda não assisti. Não quis assistir porque tenho compromisso de assistir esse filme dia 28, em São Bernardo dos Campos, com os metalúrgicos. A Marisa foi ver, encontrei com todas as minha mulheres. Com minha esposa no filme, com minha esposa, encontrei com o Lulinha, que é meu sósia, com muita gente. O pessoal que foi gostou. O filme retratou com fidelidade a história. Não é um filme do Lula, é sobre minha mãe. Eu apareço porque sou filho dele e presidente da república. Mas a personagem principal é minha mãe. Ela é a bam bam bam do filme."
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